{"id":149,"date":"2022-12-16T16:18:05","date_gmt":"2022-12-16T19:18:05","guid":{"rendered":"https:\/\/divulga.unila.edu.br\/tempoevida\/?p=149"},"modified":"2022-12-16T16:18:05","modified_gmt":"2022-12-16T19:18:05","slug":"embolia-pulmonar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/divulga.unila.edu.br\/tempoevida\/2022\/12\/16\/embolia-pulmonar\/","title":{"rendered":"Embolia pulmonar"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>INFORMA\u00c7\u00d5ES GERAIS<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Defini\u00e7\u00e3o \u2013 <\/strong>Embolia pulmonar \u00e9 definida como uma doen\u00e7a desencadeada pela obstru\u00e7\u00e3o da art\u00e9ria pulmonar ou de um de seus ramos por um trombo (co\u00e1gulo sangu\u00edneo), tumor, ar ou gordura, que se originou em outras partes do corpo. Ser\u00e1 dado \u00eanfase na embolia causada por trombo (tromboembolismo pulmonar).<br><br><strong>Nomenclatura \u2013 <\/strong>A embolia pulmonar pode ser classificada da seguinte forma:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>Padr\u00e3o temporal de apresenta\u00e7\u00e3o:<\/strong><br><em>Aguda \u2013<\/em> desenvolvimento de sinais e sintomas imediatamente ap\u00f3s a obstru\u00e7\u00e3o dos vasos pulmonares.<br><em>Subaguda \u2013<\/em> desenvolvimento de sinais e sintomas dentro de dias ou semanas ap\u00f3s o evento inicial.<br><em>Cr\u00f4nica \u2013<\/em> desenvolvimento lento de sintomas de hipertens\u00e3o pulmonar ao longo de anos (hipertens\u00e3o pulmonar tromboemb\u00f3lica cr\u00f4nica).<\/li><li><strong>Presen\u00e7a ou aus\u00eancia de estabilidade hemodin\u00e2mica:<br><\/strong><em>Hemodinamicamente inst\u00e1vel<\/em><em>\u2013 <\/em>resulta em hipotens\u00e3o, sendo de alto risco.<br><em>Hemodinamicamente est\u00e1vel<\/em> \u2013que n\u00e3o resulta em hipotens\u00e3o, sendo de risco intermedi\u00e1rio.<\/li><li><strong>Localiza\u00e7\u00e3o anat\u00f4mica (unilateral ou bilateral):<br><\/strong><em>Em Sela<\/em> \u2013 se aloja na bifurca\u00e7\u00e3o da art\u00e9ria pulmonar principal, muitas vezes estendendo-se para art\u00e9rias pulmonares principais direita e esquerda.<br><em>Lobar<\/em> \u2013 se aloja nos ramos lobares de uma art\u00e9ria pulmonar.<br><em>Segmentar<\/em> \u2013 se aloja nos ramos segmentares de uma art\u00e9ria pulmonar.<br><em>Subsegmentar<\/em> \u2013 se aloja nos ramos subsegmentares principais de uma art\u00e9ria pulmonar.<\/li><li><strong>Presen\u00e7a ou aus\u00eancia de sintomas:<br><\/strong><em>Sintom\u00e1tica \u2013 <\/em>presen\u00e7a de sintomas que geralmente levam \u00e0 confirma\u00e7\u00e3o radiol\u00f3gica.<em><br>Assintom\u00e1tica \u2013 <\/em>sem sintomas, sendo geralmente constatada por achado incidental em exames de imagem.<br><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Patog\u00eanese \u2013<\/strong> A patog\u00eanese da embolia pulmonar \u00e9 similar \u00e0quela que est\u00e1 por tr\u00e1s da gera\u00e7\u00e3o do trombo na trombose venosa profunda, isso \u00e9, tr\u00edade de Virchow (estase venosa, les\u00e3o endotelial e um estado de hipercoagulabilidade). A maioria dos \u00eambolos, inclusive, surge das veias proximais dos membros inferiores (il\u00edacas, femorais e popl\u00edteas). Uma vez que o trombo se aloja no pulm\u00e3o, pode ocorrer respostas fisiopatol\u00f3gicas como infarto pulmonar, troca gasosa anormal\/hipoxemia e comprometimento cardiovascular.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide\" \/>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>CARACTER\u00cdSTICAS CL\u00cdNICAS<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>A embolia pulmonar tem uma ampla variedade de caracter\u00edsticas de apresenta\u00e7\u00e3o, variando de aus\u00eancia de sintomas a choque ou morte s\u00fabita<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sinais e Sintomas<\/strong> <strong>\u2013<\/strong>&nbsp;O sintoma de apresenta\u00e7\u00e3o mais comum \u00e9 a dispneia seguida de dor tor\u00e1cica (geralmente pleur\u00edtica, mas nem sempre), tosse e sintomas de trombose venosa profunda (por exemplo, dor, eritema e edema em membros inferiores). Outros poss\u00edveis sintomas incluem taquipneia e taquicardia. A hemoptise \u00e9 um sintoma de apresenta\u00e7\u00e3o incomum. Em casos graves, os pacientes podem apresentar choque, arritmia ou s\u00edncope. Muitos pacientes, incluindo alguns com embolia pulmonar importante, s\u00e3o assintom\u00e1ticos ou apresentam sintomas leves ou inespec\u00edficos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sinais Laboratoriais \u2013<\/strong>&nbsp;Os exames laboratoriais n\u00e3o s\u00e3o diagn\u00f3sticos, mas influenciam na suspeita cl\u00ednica, confirmam a presen\u00e7a de diagn\u00f3sticos alternativos e fornecem informa\u00e7\u00f5es progn\u00f3sticas no caso de diagn\u00f3stico de embolia pulmonar:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Hemograma e bioqu\u00edmica s\u00e9rica: leucocitose, aumento do VHS, lactato s\u00e9rico elevado, LDH e AST elevados.<\/li><li>Gasometria arterial e oximetria de pulso: hipoxemia.<\/li><li>D-d\u00edmero elevado.<\/li><li>BNP elevado (\u00fatil no progn\u00f3stico).<\/li><li>Troponina elevada (\u00fatil no progn\u00f3stico).<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Eletrocardiograma &#8211; <\/strong>As anormalidades do ECG, embora comuns em pacientes com suspeita de EP, s\u00e3o inespec\u00edficas. Os achados mais comuns s\u00e3o taquicardia e altera\u00e7\u00f5es inespec\u00edficas do segmento ST e da onda T.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Radiografia de t\u00f3rax &#8211;<\/strong> Anormalidades inespec\u00edficas na radiografia de t\u00f3rax s\u00e3o comuns (por exemplo, atelectasia, derrame).<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide\" \/>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>AVALIA\u00c7\u00c3O E DIAGN\u00d3STICO<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Avalia\u00e7\u00e3o \u2013<\/strong>&nbsp;Para a maioria dos pacientes com suspeita de embolia pulmonar hemodinamicamente est\u00e1veis, recomenda-se uma abordagem que combina avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica, teste de predi\u00e7\u00e3o (Escore de Wells), teste de D-d\u00edmero e diagn\u00f3stico por imagem definitivo. A imagem definitiva inclui a angiografia pulmonar por tomografia computadorizada e, menos comumente, a varredura de ventila\u00e7\u00e3o e perfus\u00e3o ou outras modalidades de imagem. Para pacientes hemodinamicamente inst\u00e1veis \u200b\u200be nos quais a imagem definitiva n\u00e3o \u00e9 segura, a ecocardiografia \u00e0 beira do leito ou a ultrassonografia de compress\u00e3o venosa podem ser usadas para obter um diagn\u00f3stico presuntivo de EP para justificar a administra\u00e7\u00e3o de terapias potencialmente salvadoras.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Diagn\u00f3stico \u2013<\/strong>&nbsp;O diagn\u00f3stico de embolia pulmonar \u00e9 feito radiograficamente com base na angiografia pulmonar por tomografia computadorizada, angiografia pulmonar por resson\u00e2ncia magn\u00e9tica (MRPA) ou angiografia pulmonar baseada em cateter pela demonstra\u00e7\u00e3o de um defeito de enchimento em qualquer ramo da art\u00e9ria pulmonar. Com a varredura V\/Q (ventila\u00e7\u00e3o-perfus\u00e3o), uma varredura de alta probabilidade com alta probabilidade cl\u00ednica confirma a EP.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide\" \/>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>ABORDAGEM TERAP\u00caUTICA<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Abordagem inicial \u2013 <\/strong>A abordagem inicial de pacientes com suspeita de embolia pulmonar deve se concentrar na estabiliza\u00e7\u00e3o do paciente enquanto a avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica e o teste diagn\u00f3stico definitivo est\u00e3o em andamento.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Exames \u2013 <\/strong>Em pacientes com sintomas compat\u00edveis com EP, devem ser realizados exames como eletrocardiograma (ECG), radiografia de t\u00f3rax, pept\u00eddeo natriur\u00e9tico cerebral (BNP) e dosagem de troponina. No entanto, esses testes n\u00e3o s\u00e3o sens\u00edveis nem espec\u00edficos para o diagn\u00f3stico de EP, sendo mais \u00fateis para confirmar a presen\u00e7a de diagn\u00f3sticos alternativos ou fornecer informa\u00e7\u00f5es progn\u00f3sticas no caso de diagn\u00f3stico de EP.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Prioridades \u2013 <\/strong>Suporte respirat\u00f3rio e hemodin\u00e2mico:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>O oxig\u00eanio suplementar deve ser administrado para atingir uma satura\u00e7\u00e3o de oxig\u00eanio \u226590 por cento.<\/li><li>Hipoxemia grave, colapso hemodin\u00e2mico ou insufici\u00eancia respirat\u00f3ria devem levar \u00e0 considera\u00e7\u00e3o de ventila\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica. \u00c9 importante ressaltar que pacientes com insufici\u00eancia ventricular direita coexistente ( verificar n\u00edveis de troponina) s\u00e3o propensos \u00e0 hipotens\u00e3o ap\u00f3s a intuba\u00e7\u00e3o. Assim, nestes casos, pode ser prudente consultar um especialista em anestesia cardiovascular e as press\u00f5es de plat\u00f4 elevadas devem ser evitadas.<\/li><li>Para aqueles que necessitam de suporte hemodin\u00e2mico, sugere-se infus\u00f5es cautelosas de fluido intravenoso (FIV; 500 a 1000 mL de solu\u00e7\u00e3o salina normal) em vez de volumes maiores. A terapia vasopressora (ex: noradrenalina) deve ser iniciada se a perfus\u00e3o n\u00e3o responder \u00e0 ressuscita\u00e7\u00e3o vol\u00eamica.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Anticoagula\u00e7\u00e3o emp\u00edrica \u2013 <\/strong>Para pacientes com suspeita de embolia pulmonar hemodinamicamente est\u00e1veis ou inst\u00e1veis hemodinamicamente e ressuscitados com sucesso, a administra\u00e7\u00e3o de anticoagula\u00e7\u00e3o emp\u00edrica depende do risco de sangramento (consultar fatores de risco para sangramento com terapia anticoagulante), da suspeita cl\u00ednica de embolia pulmonar e o tempo estimado para os resultados dos exames diagn\u00f3sticos. Uma estrat\u00e9gia \u00e9 apresentada abaixo:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><em>Baixo risco de sangramento<\/em> \u2013 Pacientes sem fatores de risco para sangramento, a anticoagula\u00e7\u00e3o emp\u00edrica pode ser considerada nos seguintes casos: suspeita cl\u00ednica alta (ex: Escore de Wells &gt; 6); suspeita cl\u00ednica moderada (ex: Escore de Wells de 2 a 6) na qual se espera que a avalia\u00e7\u00e3o diagn\u00f3stica demore mais de 4 horas; suspeita cl\u00ednica baixa (ex: Escore de Wells &lt; 2), na qual se espera que a avalia\u00e7\u00e3o diagn\u00f3stica deve demorar mais de 24 horas.<br><\/li><li><em>Risco inaceitavelmente alto de sangramento <\/em>\u2013 Para pacientes com contraindica\u00e7\u00f5es absolutas \u00e0 terapia anticoagulante (por exemplo, cirurgia recente, acidente vascular cerebral hemorr\u00e1gico, sangramento ativo) ou aqueles avaliados por cl\u00ednicos como tendo um risco inaceitavelmente alto de sangramento (ex: dissec\u00e7\u00e3o a\u00f3rtica, tumor intracraniano ou espinhal) a anticoagula\u00e7\u00e3o emp\u00edrica n\u00e3o deve ser administrada. A avalia\u00e7\u00e3o diagn\u00f3stica deve ser acelerada para que terapias alternativas (por exemplo, filtro de veia cava inferior, embolectomia) possam ser iniciadas se a embolia for confirmada.<br><\/li><li><em>Risco moderado de sangramento <\/em>\u2013 Pacientes com um ou mais fatores de risco para sangramento apresentam risco moderado (&gt;3%) a alto (&gt;13%) de sangramento. Nesses pacientes, a terapia anticoagulante emp\u00edrica pode ser administrada caso a caso de acordo com a rela\u00e7\u00e3o risco-benef\u00edcio avaliada e os valores e prefer\u00eancias do paciente. Al\u00e9m disso, o uso dessas estimativas de sangramento n\u00e3o deve impedir o julgamento cl\u00ednico ao tomar a decis\u00e3o de anticoagular nesses casos. Como exemplo, pode-se anticoagular empiricamente um paciente com risco moderado de sangramento se ele tiver uma alta suspeita cl\u00ednica de embolia pulmonar, comprometimento respirat\u00f3rio grave ou um atraso esperado para a inser\u00e7\u00e3o de um filtro de veia cava.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Normalmente, a menstrua\u00e7\u00e3o, epistaxe e a presen\u00e7a de hemoptise menor n\u00e3o s\u00e3o contraindica\u00e7\u00f5es \u00e0 anticoagula\u00e7\u00e3o, mas devem ser monitoradas durante a terapia anticoagulante.<br><br>O agente ideal para anticoagula\u00e7\u00e3o emp\u00edrica (ex: heparina de baixo peso molecular, heparina n\u00e3o fracionada) depende da presen\u00e7a ou aus\u00eancia de instabilidade hemodin\u00e2mica, da necessidade antecipada de procedimentos ou tromb\u00f3lise e da presen\u00e7a de fatores de risco e comorbidades.<\/p>\n\n\n\n<p>Para pacientes em que a avalia\u00e7\u00e3o diagn\u00f3stica exclui embolia pulmonar, a terapia anticoagulante deve ser descontinuada se tiver sido iniciada empiricamente e causas alternativas dos sinais e sintomas do paciente devem ser procuradas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Terapia definitiva para suspeita de embolia pulmonar \u2013 <\/strong>Em pacientes com alta suspeita cl\u00ednica de embolia pulmonar que s\u00e3o hemodinamicamente inst\u00e1veis \u200b\u200be que t\u00eam um diagn\u00f3stico definitivo por varredura de perfus\u00e3o port\u00e1til ou um diagn\u00f3stico presuntivo de embolia pulmonar por ecocardiografia \u00e0 beira do leito (porque o teste de diagn\u00f3stico definitivo \u00e9 inseguro ou n\u00e3o vi\u00e1vel), sugere-se terapia trombol\u00edtica sist\u00eamica ao inv\u00e9s de anticoagula\u00e7\u00e3o emp\u00edrica ou nenhuma terapia.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Se o teste \u00e0 beira do leito estiver atrasado ou indispon\u00edvel, o uso da terapia trombol\u00edtica como medida de salvamento deve ser individualizado; se n\u00e3o for usado, o paciente deve receber anticoagula\u00e7\u00e3o emp\u00edrica.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Para pacientes hemodinamicamente inst\u00e1veis \u200b\u200be a suspeita cl\u00ednica for baixa ou moderada, sugere-se anticoagula\u00e7\u00e3o emp\u00edrica semelhante \u00e0 sugerida para pacientes hemodinamicamente est\u00e1veis; a tromb\u00f3lise emp\u00edrica n\u00e3o se justifica nesses casos.<br><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Terapia definitiva para embolia pulmonar confirmada \u2013 <\/strong>para pacientes em que a avalia\u00e7\u00e3o diagn\u00f3stica confirma embolia pulmonar, sugere-se uma abordagem estratificada de acordo com o paciente estar hemodinamicamente est\u00e1vel ou inst\u00e1vel. A qualquer momento, a estrat\u00e9gia pode precisar ser redirecionada \u00e0 medida que surgem complica\u00e7\u00f5es da pr\u00f3pria embolia ou da terapia.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Hemodinamicamente est\u00e1vel \/ baixo risco<\/em> \u2013 Para a maioria dos pacientes hemodinamicamente est\u00e1veis \u200b\u200bcom embolia pulmonar de baixo risco\/n\u00e3o maci\u00e7a, aplica-se o seguinte:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Para aqueles em que o risco de sangramento \u00e9 baixo, recomenda-se que a terapia anticoagulante seja iniciada ou continuada.<\/li><li>A anticoagula\u00e7\u00e3o ambulatorial \u00e9 segura e eficaz em pacientes selecionados com baixo risco de morte, desde que n\u00e3o apresentem desconforto respirat\u00f3rio, comorbidades graves ou necessidade de oxig\u00eanio ou narc\u00f3ticos, e que tamb\u00e9m tenham um bom entendimento dos riscos e benef\u00edcios de tal abordagem.<\/li><li>A maioria dos pacientes com embolia subsegmentar deve ser anticoagulada; no entanto, em uma pequena popula\u00e7\u00e3o selecionada, a observa\u00e7\u00e3o com ultrassonografia seriada dos membros inferiores pode ser apropriada.<\/li><li>Para aqueles que t\u00eam contraindica\u00e7\u00f5es \u00e0 anticoagula\u00e7\u00e3o ou t\u00eam um risco de sangramento inaceitavelmente alto, sugere-se que um filtro de veia cava inferior (VCI) seja colocado em vez de observa\u00e7\u00e3o.<\/li><li>Para aqueles em que o risco de sangramento \u00e9 moderado, a terapia deve ser individualizada de acordo com a rela\u00e7\u00e3o risco-benef\u00edcio e as prefer\u00eancias do paciente.<\/li><li>Na maioria dos pacientes hemodinamicamente est\u00e1veis, n\u00e3o recomendamos a terapia trombol\u00edtica.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><em>Hemodinamicamente est\u00e1vel \/ risco intermedi\u00e1rio<\/em> \u2013 Para a maioria dos pacientes hemodinamicamente est\u00e1veis \u200b\u200b(isto \u00e9, normotensos) com risco intermedi\u00e1rio, a anticoagula\u00e7\u00e3o deve ser administrada e os pacientes monitorados de perto quanto \u00e0 deteriora\u00e7\u00e3o. Exemplos de tais pacientes incluem aqueles que subsequentemente se deterioram devido a EP recorrente, t\u00eam uma grande quantidade de co\u00e1gulos, aumento\/disfun\u00e7\u00e3o grave do VD, alta necessidade de oxig\u00eanio e\/ou taquicardia grave. Tromb\u00f3lise e\/ou terapias baseadas em cateteres podem ser consideradas caso a caso quando os benef\u00edcios s\u00e3o avaliados pelo cl\u00ednico para superar o risco de hemorragia (por exemplo, deteriora\u00e7\u00e3o devido a EP).<\/p>\n\n\n\n<p><em>Hemodinamicamente inst\u00e1vel<\/em> \u2013 Para a maioria dos pacientes com embolia pulmonar hemodinamicamente inst\u00e1vel, aplica-se o seguinte:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Sem contraindica\u00e7\u00f5es para tromb\u00f3lise \u2013 Para pacientes com hipotens\u00e3o refrat\u00e1ria e sem contraindica\u00e7\u00f5es para tromb\u00f3lise, recomenda-se terapia trombol\u00edtica sist\u00eamica seguida de anticoagula\u00e7\u00e3o em vez de anticoagula\u00e7\u00e3o isolada. Sugere-se uma abordagem semelhante para pacientes selecionados cujo curso se torna complicado por hipotens\u00e3o durante a anticoagula\u00e7\u00e3o, nos quais a suspeita de EP recorrente apesar da anticoagula\u00e7\u00e3o \u00e9 alta.<\/li><li>Contraindica\u00e7\u00f5es \u00e0 tromb\u00f3lise \u2013Para casos em quem a tromb\u00f3lise \u00e9 contraindicada, sugere-se cateter ou embolectomia cir\u00fargica em vez de observa\u00e7\u00e3o.<\/li><li>Falha na tromb\u00f3lise \u2013Para aqueles em quem a tromb\u00f3lise sist\u00eamica n\u00e3o foi bem-sucedida, a terapia ideal \u00e9 desconhecida. As op\u00e7\u00f5es incluem tromb\u00f3lise sist\u00eamica repetida, tromb\u00f3lise direcionada por cateter ou embolectomia cir\u00fargica ou por cateter. A tromb\u00f3lise baseada em cateter \u00e9 a mais recomendada. No entanto, a escolha depende dos recursos dispon\u00edveis e da experi\u00eancia local.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Terapias adjuvantes \u2013<\/strong> Em pacientes com EP totalmente anticoagulados, recomenda-se deambula\u00e7\u00e3o precoce em vez de repouso no leito, quando poss\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Acompanhamento \u2013<\/strong> Os pacientes tratados com heparina n\u00e3o fracionada e\/ou varfarina devem ser monitorados quanto \u00e0 evid\u00eancia laboratorial da efic\u00e1cia terap\u00eautica. Os pacientes tamb\u00e9m devem ser monitorados quanto a complica\u00e7\u00f5es precoces (por exemplo, recorr\u00eancia) e tardias (por exemplo, hipertens\u00e3o pulmonar tromboemb\u00f3lica cr\u00f4nica) da embolia, bem como quanto \u00e0s complica\u00e7\u00f5es da anticoagula\u00e7\u00e3o e outras terapias definitivas. Al\u00e9m disso, os pacientes devem ser investigados quanto \u00e0 causa subjacente da embolia pulmonar.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Manejo da recorr\u00eancia \u2013<\/strong> A anticoagula\u00e7\u00e3o inadequada \u00e9 a raz\u00e3o mais comum para o tromboembolismo venoso recorrente durante a terapia. O cl\u00ednico deve testar os n\u00edveis terap\u00eauticos de anticoagulantes quando relevante, bem como considerar etiologias adicionais de recorr\u00eancia (por exemplo, terapia abaixo do ideal, est\u00edmulos pr\u00f3-tromb\u00f3ticos cont\u00ednuos e diagn\u00f3sticos alternativos).<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide\" \/>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p><strong>UpToDate.<\/strong> Overview of acute pulmonary embolism in adults (Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.uptodate.com\/contents\/overview-of-acute-pulmonary-embolism-in-adults?search=embolia%20pulmonar&amp;source=search_result&amp;selectedTitle=1~150&amp;usage_type=default&amp;display_rank=1\">https:\/\/www.uptodate.com\/contents\/overview-of-acute-pulmonary-embolism-in-adults?search=embolia%20pulmonar&amp;source=search_result&amp;selectedTitle=1~150&amp;usage_type=default&amp;display_rank=1<\/a>). Acesso em: 10\/09\/2022.<br><strong>UpToDate. <\/strong>Treatment, prognosis, and follow-up of acute pulmonary embolism in adults (Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.uptodate.com\/contents\/treatment-prognosis-and-follow-up-of-acute-pulmonary-embolism-in-adults?search=embolia%20pulmonar&amp;source=search_result&amp;selectedTitle=2~150&amp;usage_type=default&amp;display_rank=2\">https:\/\/www.uptodate.com\/contents\/treatment-prognosis-and-follow-up-of-acute-pulmonary-embolism-in-adults?search=embolia%20pulmonar&amp;source=search_result&amp;selectedTitle=2~150&amp;usage_type=default&amp;display_rank=2#<\/a>). Acesso em: 10\/09\/2022.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>INFORMA\u00c7\u00d5ES GERAIS Defini\u00e7\u00e3o \u2013 Embolia pulmonar \u00e9 definida como uma doen\u00e7a desencadeada pela obstru\u00e7\u00e3o da art\u00e9ria pulmonar ou de um de seus ramos por um trombo (co\u00e1gulo sangu\u00edneo), tumor, ar ou gordura, que se originou em outras partes do corpo. Ser\u00e1 dado \u00eanfase na embolia causada por trombo (tromboembolismo pulmonar). Nomenclatura \u2013 A embolia pulmonar pode ser classificada da seguinte forma: Padr\u00e3o temporal de apresenta\u00e7\u00e3o:Aguda \u2013 desenvolvimento de sinais e sintomas imediatamente ap\u00f3s a obstru\u00e7\u00e3o dos vasos pulmonares.Subaguda \u2013 desenvolvimento de sinais e sintomas dentro de dias ou semanas ap\u00f3s o evento inicial.Cr\u00f4nica \u2013 desenvolvimento lento de sintomas de hipertens\u00e3o pulmonar ao longo de anos (hipertens\u00e3o pulmonar tromboemb\u00f3lica cr\u00f4nica). Presen\u00e7a ou aus\u00eancia de estabilidade hemodin\u00e2mica:Hemodinamicamente inst\u00e1vel\u2013 resulta em hipotens\u00e3o, sendo de alto risco.Hemodinamicamente est\u00e1vel \u2013que n\u00e3o resulta em hipotens\u00e3o, sendo de risco intermedi\u00e1rio. Localiza\u00e7\u00e3o anat\u00f4mica (unilateral ou bilateral):Em Sela \u2013 se aloja na bifurca\u00e7\u00e3o da art\u00e9ria pulmonar principal, muitas vezes estendendo-se para art\u00e9rias pulmonares principais direita e esquerda.Lobar \u2013 se aloja nos ramos lobares de uma art\u00e9ria pulmonar.Segmentar \u2013 se aloja nos ramos segmentares de uma art\u00e9ria pulmonar.Subsegmentar \u2013 se aloja nos ramos subsegmentares principais de uma art\u00e9ria pulmonar. Presen\u00e7a ou aus\u00eancia de sintomas:Sintom\u00e1tica \u2013 presen\u00e7a de sintomas que geralmente levam \u00e0 confirma\u00e7\u00e3o radiol\u00f3gica.Assintom\u00e1tica \u2013 sem sintomas, sendo geralmente constatada por achado incidental em exames de imagem. Patog\u00eanese \u2013 A patog\u00eanese da embolia pulmonar \u00e9 similar \u00e0quela que est\u00e1 por tr\u00e1s da gera\u00e7\u00e3o do trombo na trombose venosa profunda, isso \u00e9, tr\u00edade de Virchow (estase venosa, les\u00e3o endotelial e um estado de hipercoagulabilidade). A maioria dos \u00eambolos, inclusive, surge das veias proximais dos membros inferiores (il\u00edacas, femorais e popl\u00edteas). Uma vez que o trombo se aloja no pulm\u00e3o, pode ocorrer respostas fisiopatol\u00f3gicas como infarto pulmonar, troca gasosa anormal\/hipoxemia e comprometimento cardiovascular. CARACTER\u00cdSTICAS CL\u00cdNICAS A embolia pulmonar tem uma ampla variedade de caracter\u00edsticas de apresenta\u00e7\u00e3o, variando de aus\u00eancia de sintomas a choque ou morte s\u00fabita Sinais e Sintomas \u2013&nbsp;O sintoma de apresenta\u00e7\u00e3o mais comum \u00e9 a dispneia seguida de dor tor\u00e1cica (geralmente pleur\u00edtica, mas nem sempre), tosse e sintomas de trombose venosa profunda (por exemplo, dor, eritema e edema em membros inferiores). Outros poss\u00edveis sintomas incluem taquipneia e taquicardia. A hemoptise \u00e9 um sintoma de apresenta\u00e7\u00e3o incomum. Em casos graves, os pacientes podem apresentar choque, arritmia ou s\u00edncope. Muitos pacientes, incluindo alguns com embolia pulmonar importante, s\u00e3o assintom\u00e1ticos ou apresentam sintomas leves ou inespec\u00edficos. Sinais Laboratoriais \u2013&nbsp;Os exames laboratoriais n\u00e3o s\u00e3o diagn\u00f3sticos, mas influenciam na suspeita cl\u00ednica, confirmam a presen\u00e7a de diagn\u00f3sticos alternativos e fornecem informa\u00e7\u00f5es progn\u00f3sticas no caso de diagn\u00f3stico de embolia pulmonar: Hemograma e bioqu\u00edmica s\u00e9rica: leucocitose, aumento do VHS, lactato s\u00e9rico elevado, LDH e AST elevados. Gasometria arterial e oximetria de pulso: hipoxemia. D-d\u00edmero elevado. BNP elevado (\u00fatil no progn\u00f3stico). Troponina elevada (\u00fatil no progn\u00f3stico). Eletrocardiograma &#8211; As anormalidades do ECG, embora comuns em pacientes com suspeita de EP, s\u00e3o inespec\u00edficas. Os achados mais comuns s\u00e3o taquicardia e altera\u00e7\u00f5es inespec\u00edficas do segmento ST e da onda T. Radiografia de t\u00f3rax &#8211; Anormalidades inespec\u00edficas na radiografia de t\u00f3rax s\u00e3o comuns (por exemplo, atelectasia, derrame). AVALIA\u00c7\u00c3O E DIAGN\u00d3STICO Avalia\u00e7\u00e3o \u2013&nbsp;Para a maioria dos pacientes com suspeita de embolia pulmonar hemodinamicamente est\u00e1veis, recomenda-se uma abordagem que combina avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica, teste de predi\u00e7\u00e3o (Escore de Wells), teste de D-d\u00edmero e diagn\u00f3stico por imagem definitivo. A imagem definitiva inclui a angiografia pulmonar por tomografia computadorizada e, menos comumente, a varredura de ventila\u00e7\u00e3o e perfus\u00e3o ou outras modalidades de imagem. Para pacientes hemodinamicamente inst\u00e1veis \u200b\u200be nos quais a imagem definitiva n\u00e3o \u00e9 segura, a ecocardiografia \u00e0 beira do leito ou a ultrassonografia de compress\u00e3o venosa podem ser usadas para obter um diagn\u00f3stico presuntivo de EP para justificar a administra\u00e7\u00e3o de terapias potencialmente salvadoras. Diagn\u00f3stico \u2013&nbsp;O diagn\u00f3stico de embolia pulmonar \u00e9 feito radiograficamente com base na angiografia pulmonar por tomografia computadorizada, angiografia pulmonar por resson\u00e2ncia magn\u00e9tica (MRPA) ou angiografia pulmonar baseada em cateter pela demonstra\u00e7\u00e3o de um defeito de enchimento em qualquer ramo da art\u00e9ria pulmonar. Com a varredura V\/Q (ventila\u00e7\u00e3o-perfus\u00e3o), uma varredura de alta probabilidade com alta probabilidade cl\u00ednica confirma a EP. ABORDAGEM TERAP\u00caUTICA Abordagem inicial \u2013 A abordagem inicial de pacientes com suspeita de embolia pulmonar deve se concentrar na estabiliza\u00e7\u00e3o do paciente enquanto a avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica e o teste diagn\u00f3stico definitivo est\u00e3o em andamento. Exames \u2013 Em pacientes com sintomas compat\u00edveis com EP, devem ser realizados exames como eletrocardiograma (ECG), radiografia de t\u00f3rax, pept\u00eddeo natriur\u00e9tico cerebral (BNP) e dosagem de troponina. No entanto, esses testes n\u00e3o s\u00e3o sens\u00edveis nem espec\u00edficos para o diagn\u00f3stico de EP, sendo mais \u00fateis para confirmar a presen\u00e7a de diagn\u00f3sticos alternativos ou fornecer informa\u00e7\u00f5es progn\u00f3sticas no caso de diagn\u00f3stico de EP. Prioridades \u2013 Suporte respirat\u00f3rio e hemodin\u00e2mico: O oxig\u00eanio suplementar deve ser administrado para atingir uma satura\u00e7\u00e3o de oxig\u00eanio \u226590 por cento. Hipoxemia grave, colapso hemodin\u00e2mico ou insufici\u00eancia respirat\u00f3ria devem levar \u00e0 considera\u00e7\u00e3o de ventila\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica. \u00c9 importante ressaltar que pacientes com insufici\u00eancia ventricular direita coexistente ( verificar n\u00edveis de troponina) s\u00e3o propensos \u00e0 hipotens\u00e3o ap\u00f3s a intuba\u00e7\u00e3o. Assim, nestes casos, pode ser prudente consultar um especialista em anestesia cardiovascular e as press\u00f5es de plat\u00f4 elevadas devem ser evitadas. Para aqueles que necessitam de suporte hemodin\u00e2mico, sugere-se infus\u00f5es cautelosas de fluido intravenoso (FIV; 500 a 1000 mL de solu\u00e7\u00e3o salina normal) em vez de volumes maiores. A terapia vasopressora (ex: noradrenalina) deve ser iniciada se a perfus\u00e3o n\u00e3o responder \u00e0 ressuscita\u00e7\u00e3o vol\u00eamica. Anticoagula\u00e7\u00e3o emp\u00edrica \u2013 Para pacientes com suspeita de embolia pulmonar hemodinamicamente est\u00e1veis ou inst\u00e1veis hemodinamicamente e ressuscitados com sucesso, a administra\u00e7\u00e3o de anticoagula\u00e7\u00e3o emp\u00edrica depende do risco de sangramento (consultar fatores de risco para sangramento com terapia anticoagulante), da suspeita cl\u00ednica de embolia pulmonar e o tempo estimado para os resultados dos exames diagn\u00f3sticos. Uma estrat\u00e9gia \u00e9 apresentada abaixo: Baixo risco de sangramento \u2013 Pacientes sem fatores de risco para sangramento, a anticoagula\u00e7\u00e3o emp\u00edrica pode ser considerada nos seguintes casos: suspeita cl\u00ednica alta (ex: Escore de Wells &gt; 6); suspeita cl\u00ednica moderada (ex: Escore de Wells de 2 a 6) na qual se espera que a avalia\u00e7\u00e3o diagn\u00f3stica demore mais de 4 horas; suspeita cl\u00ednica<\/p>\n","protected":false},"author":46,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_uag_custom_page_level_css":"","_EventAllDay":false,"_EventTimezone":"","_EventStartDate":"","_EventEndDate":"","_EventStartDateUTC":"","_EventEndDateUTC":"","_EventShowMap":false,"_EventShowMapLink":false,"_EventURL":"","_EventCost":"","_EventCostDescription":"","_EventCurrencySymbol":"","_EventCurrencyCode":"","_EventCurrencyPosition":"","_EventDateTimeSeparator":"","_EventTimeRangeSeparator":"","_EventOrganizerID":[],"_EventVenueID":[],"_OrganizerEmail":"","_OrganizerPhone":"","_OrganizerWebsite":"","_VenueAddress":"","_VenueCity":"","_VenueCountry":"","_VenueProvince":"","_VenueState":"","_VenueZip":"","_VenuePhone":"","_VenueURL":"","_VenueStateProvince":"","_VenueLat":"","_VenueLng":"","_VenueShowMap":false,"_VenueShowMapLink":false,"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-149","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-pneumologia"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.6 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Embolia pulmonar - Tempo \u00e9 vida<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/divulga.unila.edu.br\/tempoevida\/2022\/12\/16\/embolia-pulmonar\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Embolia pulmonar - Tempo \u00e9 vida\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"INFORMA\u00c7\u00d5ES GERAIS Defini\u00e7\u00e3o \u2013 Embolia pulmonar \u00e9 definida como uma doen\u00e7a desencadeada pela obstru\u00e7\u00e3o da art\u00e9ria pulmonar ou de um de seus ramos por um trombo (co\u00e1gulo sangu\u00edneo), tumor, ar ou gordura, que se originou em outras partes do corpo. Ser\u00e1 dado \u00eanfase na embolia causada por trombo (tromboembolismo pulmonar). Nomenclatura \u2013 A embolia pulmonar pode ser classificada da seguinte forma: Padr\u00e3o temporal de apresenta\u00e7\u00e3o:Aguda \u2013 desenvolvimento de sinais e sintomas imediatamente ap\u00f3s a obstru\u00e7\u00e3o dos vasos pulmonares.Subaguda \u2013 desenvolvimento de sinais e sintomas dentro de dias ou semanas ap\u00f3s o evento inicial.Cr\u00f4nica \u2013 desenvolvimento lento de sintomas de hipertens\u00e3o pulmonar ao longo de anos (hipertens\u00e3o pulmonar tromboemb\u00f3lica cr\u00f4nica). Presen\u00e7a ou aus\u00eancia de estabilidade hemodin\u00e2mica:Hemodinamicamente inst\u00e1vel\u2013 resulta em hipotens\u00e3o, sendo de alto risco.Hemodinamicamente est\u00e1vel \u2013que n\u00e3o resulta em hipotens\u00e3o, sendo de risco intermedi\u00e1rio. Localiza\u00e7\u00e3o anat\u00f4mica (unilateral ou bilateral):Em Sela \u2013 se aloja na bifurca\u00e7\u00e3o da art\u00e9ria pulmonar principal, muitas vezes estendendo-se para art\u00e9rias pulmonares principais direita e esquerda.Lobar \u2013 se aloja nos ramos lobares de uma art\u00e9ria pulmonar.Segmentar \u2013 se aloja nos ramos segmentares de uma art\u00e9ria pulmonar.Subsegmentar \u2013 se aloja nos ramos subsegmentares principais de uma art\u00e9ria pulmonar. Presen\u00e7a ou aus\u00eancia de sintomas:Sintom\u00e1tica \u2013 presen\u00e7a de sintomas que geralmente levam \u00e0 confirma\u00e7\u00e3o radiol\u00f3gica.Assintom\u00e1tica \u2013 sem sintomas, sendo geralmente constatada por achado incidental em exames de imagem. Patog\u00eanese \u2013 A patog\u00eanese da embolia pulmonar \u00e9 similar \u00e0quela que est\u00e1 por tr\u00e1s da gera\u00e7\u00e3o do trombo na trombose venosa profunda, isso \u00e9, tr\u00edade de Virchow (estase venosa, les\u00e3o endotelial e um estado de hipercoagulabilidade). A maioria dos \u00eambolos, inclusive, surge das veias proximais dos membros inferiores (il\u00edacas, femorais e popl\u00edteas). Uma vez que o trombo se aloja no pulm\u00e3o, pode ocorrer respostas fisiopatol\u00f3gicas como infarto pulmonar, troca gasosa anormal\/hipoxemia e comprometimento cardiovascular. CARACTER\u00cdSTICAS CL\u00cdNICAS A embolia pulmonar tem uma ampla variedade de caracter\u00edsticas de apresenta\u00e7\u00e3o, variando de aus\u00eancia de sintomas a choque ou morte s\u00fabita Sinais e Sintomas \u2013&nbsp;O sintoma de apresenta\u00e7\u00e3o mais comum \u00e9 a dispneia seguida de dor tor\u00e1cica (geralmente pleur\u00edtica, mas nem sempre), tosse e sintomas de trombose venosa profunda (por exemplo, dor, eritema e edema em membros inferiores). Outros poss\u00edveis sintomas incluem taquipneia e taquicardia. A hemoptise \u00e9 um sintoma de apresenta\u00e7\u00e3o incomum. Em casos graves, os pacientes podem apresentar choque, arritmia ou s\u00edncope. Muitos pacientes, incluindo alguns com embolia pulmonar importante, s\u00e3o assintom\u00e1ticos ou apresentam sintomas leves ou inespec\u00edficos. Sinais Laboratoriais \u2013&nbsp;Os exames laboratoriais n\u00e3o s\u00e3o diagn\u00f3sticos, mas influenciam na suspeita cl\u00ednica, confirmam a presen\u00e7a de diagn\u00f3sticos alternativos e fornecem informa\u00e7\u00f5es progn\u00f3sticas no caso de diagn\u00f3stico de embolia pulmonar: Hemograma e bioqu\u00edmica s\u00e9rica: leucocitose, aumento do VHS, lactato s\u00e9rico elevado, LDH e AST elevados. Gasometria arterial e oximetria de pulso: hipoxemia. D-d\u00edmero elevado. BNP elevado (\u00fatil no progn\u00f3stico). Troponina elevada (\u00fatil no progn\u00f3stico). Eletrocardiograma &#8211; As anormalidades do ECG, embora comuns em pacientes com suspeita de EP, s\u00e3o inespec\u00edficas. Os achados mais comuns s\u00e3o taquicardia e altera\u00e7\u00f5es inespec\u00edficas do segmento ST e da onda T. Radiografia de t\u00f3rax &#8211; Anormalidades inespec\u00edficas na radiografia de t\u00f3rax s\u00e3o comuns (por exemplo, atelectasia, derrame). AVALIA\u00c7\u00c3O E DIAGN\u00d3STICO Avalia\u00e7\u00e3o \u2013&nbsp;Para a maioria dos pacientes com suspeita de embolia pulmonar hemodinamicamente est\u00e1veis, recomenda-se uma abordagem que combina avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica, teste de predi\u00e7\u00e3o (Escore de Wells), teste de D-d\u00edmero e diagn\u00f3stico por imagem definitivo. A imagem definitiva inclui a angiografia pulmonar por tomografia computadorizada e, menos comumente, a varredura de ventila\u00e7\u00e3o e perfus\u00e3o ou outras modalidades de imagem. Para pacientes hemodinamicamente inst\u00e1veis \u200b\u200be nos quais a imagem definitiva n\u00e3o \u00e9 segura, a ecocardiografia \u00e0 beira do leito ou a ultrassonografia de compress\u00e3o venosa podem ser usadas para obter um diagn\u00f3stico presuntivo de EP para justificar a administra\u00e7\u00e3o de terapias potencialmente salvadoras. Diagn\u00f3stico \u2013&nbsp;O diagn\u00f3stico de embolia pulmonar \u00e9 feito radiograficamente com base na angiografia pulmonar por tomografia computadorizada, angiografia pulmonar por resson\u00e2ncia magn\u00e9tica (MRPA) ou angiografia pulmonar baseada em cateter pela demonstra\u00e7\u00e3o de um defeito de enchimento em qualquer ramo da art\u00e9ria pulmonar. Com a varredura V\/Q (ventila\u00e7\u00e3o-perfus\u00e3o), uma varredura de alta probabilidade com alta probabilidade cl\u00ednica confirma a EP. ABORDAGEM TERAP\u00caUTICA Abordagem inicial \u2013 A abordagem inicial de pacientes com suspeita de embolia pulmonar deve se concentrar na estabiliza\u00e7\u00e3o do paciente enquanto a avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica e o teste diagn\u00f3stico definitivo est\u00e3o em andamento. Exames \u2013 Em pacientes com sintomas compat\u00edveis com EP, devem ser realizados exames como eletrocardiograma (ECG), radiografia de t\u00f3rax, pept\u00eddeo natriur\u00e9tico cerebral (BNP) e dosagem de troponina. No entanto, esses testes n\u00e3o s\u00e3o sens\u00edveis nem espec\u00edficos para o diagn\u00f3stico de EP, sendo mais \u00fateis para confirmar a presen\u00e7a de diagn\u00f3sticos alternativos ou fornecer informa\u00e7\u00f5es progn\u00f3sticas no caso de diagn\u00f3stico de EP. Prioridades \u2013 Suporte respirat\u00f3rio e hemodin\u00e2mico: O oxig\u00eanio suplementar deve ser administrado para atingir uma satura\u00e7\u00e3o de oxig\u00eanio \u226590 por cento. Hipoxemia grave, colapso hemodin\u00e2mico ou insufici\u00eancia respirat\u00f3ria devem levar \u00e0 considera\u00e7\u00e3o de ventila\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica. \u00c9 importante ressaltar que pacientes com insufici\u00eancia ventricular direita coexistente ( verificar n\u00edveis de troponina) s\u00e3o propensos \u00e0 hipotens\u00e3o ap\u00f3s a intuba\u00e7\u00e3o. Assim, nestes casos, pode ser prudente consultar um especialista em anestesia cardiovascular e as press\u00f5es de plat\u00f4 elevadas devem ser evitadas. Para aqueles que necessitam de suporte hemodin\u00e2mico, sugere-se infus\u00f5es cautelosas de fluido intravenoso (FIV; 500 a 1000 mL de solu\u00e7\u00e3o salina normal) em vez de volumes maiores. A terapia vasopressora (ex: noradrenalina) deve ser iniciada se a perfus\u00e3o n\u00e3o responder \u00e0 ressuscita\u00e7\u00e3o vol\u00eamica. Anticoagula\u00e7\u00e3o emp\u00edrica \u2013 Para pacientes com suspeita de embolia pulmonar hemodinamicamente est\u00e1veis ou inst\u00e1veis hemodinamicamente e ressuscitados com sucesso, a administra\u00e7\u00e3o de anticoagula\u00e7\u00e3o emp\u00edrica depende do risco de sangramento (consultar fatores de risco para sangramento com terapia anticoagulante), da suspeita cl\u00ednica de embolia pulmonar e o tempo estimado para os resultados dos exames diagn\u00f3sticos. Uma estrat\u00e9gia \u00e9 apresentada abaixo: Baixo risco de sangramento \u2013 Pacientes sem fatores de risco para sangramento, a anticoagula\u00e7\u00e3o emp\u00edrica pode ser considerada nos seguintes casos: suspeita cl\u00ednica alta (ex: Escore de Wells &gt; 6); suspeita cl\u00ednica moderada (ex: Escore de Wells de 2 a 6) na qual se espera que a avalia\u00e7\u00e3o diagn\u00f3stica demore mais de 4 horas; suspeita cl\u00ednica\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/divulga.unila.edu.br\/tempoevida\/2022\/12\/16\/embolia-pulmonar\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Tempo \u00e9 vida\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2022-12-16T19:18:05+00:00\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"weber.takaki\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"weber.takaki\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"12 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/divulga.unila.edu.br\\\/tempoevida\\\/2022\\\/12\\\/16\\\/embolia-pulmonar\\\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/divulga.unila.edu.br\\\/tempoevida\\\/2022\\\/12\\\/16\\\/embolia-pulmonar\\\/\"},\"author\":{\"name\":\"weber.takaki\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/divulga.unila.edu.br\\\/tempoevida\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/d7a8b89a8393387e8588f2eaad581847\"},\"headline\":\"Embolia pulmonar\",\"datePublished\":\"2022-12-16T19:18:05+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/divulga.unila.edu.br\\\/tempoevida\\\/2022\\\/12\\\/16\\\/embolia-pulmonar\\\/\"},\"wordCount\":2419,\"articleSection\":[\"Pneumologia\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/divulga.unila.edu.br\\\/tempoevida\\\/2022\\\/12\\\/16\\\/embolia-pulmonar\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/divulga.unila.edu.br\\\/tempoevida\\\/2022\\\/12\\\/16\\\/embolia-pulmonar\\\/\",\"name\":\"Embolia pulmonar - Tempo \u00e9 vida\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/divulga.unila.edu.br\\\/tempoevida\\\/#website\"},\"datePublished\":\"2022-12-16T19:18:05+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/divulga.unila.edu.br\\\/tempoevida\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/d7a8b89a8393387e8588f2eaad581847\"},\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/divulga.unila.edu.br\\\/tempoevida\\\/2022\\\/12\\\/16\\\/embolia-pulmonar\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/divulga.unila.edu.br\\\/tempoevida\\\/2022\\\/12\\\/16\\\/embolia-pulmonar\\\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/divulga.unila.edu.br\\\/tempoevida\\\/2022\\\/12\\\/16\\\/embolia-pulmonar\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\\\/\\\/divulga.unila.edu.br\\\/tempoevida\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Embolia pulmonar\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/divulga.unila.edu.br\\\/tempoevida\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/divulga.unila.edu.br\\\/tempoevida\\\/\",\"name\":\"Tempo \u00e9 vida\",\"description\":\"Atualiza\u00e7\u00e3o de protocolos de atendimento em urg\u00eancia e emerg\u00eancia\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/divulga.unila.edu.br\\\/tempoevida\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/divulga.unila.edu.br\\\/tempoevida\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/d7a8b89a8393387e8588f2eaad581847\",\"name\":\"weber.takaki\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/832f47eb96df7873263abebe813d9698c22513d7895700be7f9dd7ed88b020c9?s=96&d=mm&r=g\",\"url\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/832f47eb96df7873263abebe813d9698c22513d7895700be7f9dd7ed88b020c9?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/832f47eb96df7873263abebe813d9698c22513d7895700be7f9dd7ed88b020c9?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"weber.takaki\"},\"url\":\"https:\\\/\\\/divulga.unila.edu.br\\\/tempoevida\\\/author\\\/weber\\\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Embolia pulmonar - Tempo \u00e9 vida","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/divulga.unila.edu.br\/tempoevida\/2022\/12\/16\/embolia-pulmonar\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Embolia pulmonar - Tempo \u00e9 vida","og_description":"INFORMA\u00c7\u00d5ES GERAIS Defini\u00e7\u00e3o \u2013 Embolia pulmonar \u00e9 definida como uma doen\u00e7a desencadeada pela obstru\u00e7\u00e3o da art\u00e9ria pulmonar ou de um de seus ramos por um trombo (co\u00e1gulo sangu\u00edneo), tumor, ar ou gordura, que se originou em outras partes do corpo. Ser\u00e1 dado \u00eanfase na embolia causada por trombo (tromboembolismo pulmonar). Nomenclatura \u2013 A embolia pulmonar pode ser classificada da seguinte forma: Padr\u00e3o temporal de apresenta\u00e7\u00e3o:Aguda \u2013 desenvolvimento de sinais e sintomas imediatamente ap\u00f3s a obstru\u00e7\u00e3o dos vasos pulmonares.Subaguda \u2013 desenvolvimento de sinais e sintomas dentro de dias ou semanas ap\u00f3s o evento inicial.Cr\u00f4nica \u2013 desenvolvimento lento de sintomas de hipertens\u00e3o pulmonar ao longo de anos (hipertens\u00e3o pulmonar tromboemb\u00f3lica cr\u00f4nica). Presen\u00e7a ou aus\u00eancia de estabilidade hemodin\u00e2mica:Hemodinamicamente inst\u00e1vel\u2013 resulta em hipotens\u00e3o, sendo de alto risco.Hemodinamicamente est\u00e1vel \u2013que n\u00e3o resulta em hipotens\u00e3o, sendo de risco intermedi\u00e1rio. Localiza\u00e7\u00e3o anat\u00f4mica (unilateral ou bilateral):Em Sela \u2013 se aloja na bifurca\u00e7\u00e3o da art\u00e9ria pulmonar principal, muitas vezes estendendo-se para art\u00e9rias pulmonares principais direita e esquerda.Lobar \u2013 se aloja nos ramos lobares de uma art\u00e9ria pulmonar.Segmentar \u2013 se aloja nos ramos segmentares de uma art\u00e9ria pulmonar.Subsegmentar \u2013 se aloja nos ramos subsegmentares principais de uma art\u00e9ria pulmonar. Presen\u00e7a ou aus\u00eancia de sintomas:Sintom\u00e1tica \u2013 presen\u00e7a de sintomas que geralmente levam \u00e0 confirma\u00e7\u00e3o radiol\u00f3gica.Assintom\u00e1tica \u2013 sem sintomas, sendo geralmente constatada por achado incidental em exames de imagem. Patog\u00eanese \u2013 A patog\u00eanese da embolia pulmonar \u00e9 similar \u00e0quela que est\u00e1 por tr\u00e1s da gera\u00e7\u00e3o do trombo na trombose venosa profunda, isso \u00e9, tr\u00edade de Virchow (estase venosa, les\u00e3o endotelial e um estado de hipercoagulabilidade). A maioria dos \u00eambolos, inclusive, surge das veias proximais dos membros inferiores (il\u00edacas, femorais e popl\u00edteas). Uma vez que o trombo se aloja no pulm\u00e3o, pode ocorrer respostas fisiopatol\u00f3gicas como infarto pulmonar, troca gasosa anormal\/hipoxemia e comprometimento cardiovascular. CARACTER\u00cdSTICAS CL\u00cdNICAS A embolia pulmonar tem uma ampla variedade de caracter\u00edsticas de apresenta\u00e7\u00e3o, variando de aus\u00eancia de sintomas a choque ou morte s\u00fabita Sinais e Sintomas \u2013&nbsp;O sintoma de apresenta\u00e7\u00e3o mais comum \u00e9 a dispneia seguida de dor tor\u00e1cica (geralmente pleur\u00edtica, mas nem sempre), tosse e sintomas de trombose venosa profunda (por exemplo, dor, eritema e edema em membros inferiores). Outros poss\u00edveis sintomas incluem taquipneia e taquicardia. A hemoptise \u00e9 um sintoma de apresenta\u00e7\u00e3o incomum. Em casos graves, os pacientes podem apresentar choque, arritmia ou s\u00edncope. Muitos pacientes, incluindo alguns com embolia pulmonar importante, s\u00e3o assintom\u00e1ticos ou apresentam sintomas leves ou inespec\u00edficos. Sinais Laboratoriais \u2013&nbsp;Os exames laboratoriais n\u00e3o s\u00e3o diagn\u00f3sticos, mas influenciam na suspeita cl\u00ednica, confirmam a presen\u00e7a de diagn\u00f3sticos alternativos e fornecem informa\u00e7\u00f5es progn\u00f3sticas no caso de diagn\u00f3stico de embolia pulmonar: Hemograma e bioqu\u00edmica s\u00e9rica: leucocitose, aumento do VHS, lactato s\u00e9rico elevado, LDH e AST elevados. Gasometria arterial e oximetria de pulso: hipoxemia. D-d\u00edmero elevado. BNP elevado (\u00fatil no progn\u00f3stico). Troponina elevada (\u00fatil no progn\u00f3stico). Eletrocardiograma &#8211; As anormalidades do ECG, embora comuns em pacientes com suspeita de EP, s\u00e3o inespec\u00edficas. Os achados mais comuns s\u00e3o taquicardia e altera\u00e7\u00f5es inespec\u00edficas do segmento ST e da onda T. Radiografia de t\u00f3rax &#8211; Anormalidades inespec\u00edficas na radiografia de t\u00f3rax s\u00e3o comuns (por exemplo, atelectasia, derrame). AVALIA\u00c7\u00c3O E DIAGN\u00d3STICO Avalia\u00e7\u00e3o \u2013&nbsp;Para a maioria dos pacientes com suspeita de embolia pulmonar hemodinamicamente est\u00e1veis, recomenda-se uma abordagem que combina avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica, teste de predi\u00e7\u00e3o (Escore de Wells), teste de D-d\u00edmero e diagn\u00f3stico por imagem definitivo. A imagem definitiva inclui a angiografia pulmonar por tomografia computadorizada e, menos comumente, a varredura de ventila\u00e7\u00e3o e perfus\u00e3o ou outras modalidades de imagem. Para pacientes hemodinamicamente inst\u00e1veis \u200b\u200be nos quais a imagem definitiva n\u00e3o \u00e9 segura, a ecocardiografia \u00e0 beira do leito ou a ultrassonografia de compress\u00e3o venosa podem ser usadas para obter um diagn\u00f3stico presuntivo de EP para justificar a administra\u00e7\u00e3o de terapias potencialmente salvadoras. Diagn\u00f3stico \u2013&nbsp;O diagn\u00f3stico de embolia pulmonar \u00e9 feito radiograficamente com base na angiografia pulmonar por tomografia computadorizada, angiografia pulmonar por resson\u00e2ncia magn\u00e9tica (MRPA) ou angiografia pulmonar baseada em cateter pela demonstra\u00e7\u00e3o de um defeito de enchimento em qualquer ramo da art\u00e9ria pulmonar. Com a varredura V\/Q (ventila\u00e7\u00e3o-perfus\u00e3o), uma varredura de alta probabilidade com alta probabilidade cl\u00ednica confirma a EP. ABORDAGEM TERAP\u00caUTICA Abordagem inicial \u2013 A abordagem inicial de pacientes com suspeita de embolia pulmonar deve se concentrar na estabiliza\u00e7\u00e3o do paciente enquanto a avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica e o teste diagn\u00f3stico definitivo est\u00e3o em andamento. Exames \u2013 Em pacientes com sintomas compat\u00edveis com EP, devem ser realizados exames como eletrocardiograma (ECG), radiografia de t\u00f3rax, pept\u00eddeo natriur\u00e9tico cerebral (BNP) e dosagem de troponina. No entanto, esses testes n\u00e3o s\u00e3o sens\u00edveis nem espec\u00edficos para o diagn\u00f3stico de EP, sendo mais \u00fateis para confirmar a presen\u00e7a de diagn\u00f3sticos alternativos ou fornecer informa\u00e7\u00f5es progn\u00f3sticas no caso de diagn\u00f3stico de EP. Prioridades \u2013 Suporte respirat\u00f3rio e hemodin\u00e2mico: O oxig\u00eanio suplementar deve ser administrado para atingir uma satura\u00e7\u00e3o de oxig\u00eanio \u226590 por cento. Hipoxemia grave, colapso hemodin\u00e2mico ou insufici\u00eancia respirat\u00f3ria devem levar \u00e0 considera\u00e7\u00e3o de ventila\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica. \u00c9 importante ressaltar que pacientes com insufici\u00eancia ventricular direita coexistente ( verificar n\u00edveis de troponina) s\u00e3o propensos \u00e0 hipotens\u00e3o ap\u00f3s a intuba\u00e7\u00e3o. Assim, nestes casos, pode ser prudente consultar um especialista em anestesia cardiovascular e as press\u00f5es de plat\u00f4 elevadas devem ser evitadas. Para aqueles que necessitam de suporte hemodin\u00e2mico, sugere-se infus\u00f5es cautelosas de fluido intravenoso (FIV; 500 a 1000 mL de solu\u00e7\u00e3o salina normal) em vez de volumes maiores. A terapia vasopressora (ex: noradrenalina) deve ser iniciada se a perfus\u00e3o n\u00e3o responder \u00e0 ressuscita\u00e7\u00e3o vol\u00eamica. Anticoagula\u00e7\u00e3o emp\u00edrica \u2013 Para pacientes com suspeita de embolia pulmonar hemodinamicamente est\u00e1veis ou inst\u00e1veis hemodinamicamente e ressuscitados com sucesso, a administra\u00e7\u00e3o de anticoagula\u00e7\u00e3o emp\u00edrica depende do risco de sangramento (consultar fatores de risco para sangramento com terapia anticoagulante), da suspeita cl\u00ednica de embolia pulmonar e o tempo estimado para os resultados dos exames diagn\u00f3sticos. Uma estrat\u00e9gia \u00e9 apresentada abaixo: Baixo risco de sangramento \u2013 Pacientes sem fatores de risco para sangramento, a anticoagula\u00e7\u00e3o emp\u00edrica pode ser considerada nos seguintes casos: suspeita cl\u00ednica alta (ex: Escore de Wells &gt; 6); suspeita cl\u00ednica moderada (ex: Escore de Wells de 2 a 6) na qual se espera que a avalia\u00e7\u00e3o diagn\u00f3stica demore mais de 4 horas; suspeita cl\u00ednica","og_url":"https:\/\/divulga.unila.edu.br\/tempoevida\/2022\/12\/16\/embolia-pulmonar\/","og_site_name":"Tempo \u00e9 vida","article_published_time":"2022-12-16T19:18:05+00:00","author":"weber.takaki","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"weber.takaki","Est. tempo de leitura":"12 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/divulga.unila.edu.br\/tempoevida\/2022\/12\/16\/embolia-pulmonar\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/divulga.unila.edu.br\/tempoevida\/2022\/12\/16\/embolia-pulmonar\/"},"author":{"name":"weber.takaki","@id":"https:\/\/divulga.unila.edu.br\/tempoevida\/#\/schema\/person\/d7a8b89a8393387e8588f2eaad581847"},"headline":"Embolia pulmonar","datePublished":"2022-12-16T19:18:05+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/divulga.unila.edu.br\/tempoevida\/2022\/12\/16\/embolia-pulmonar\/"},"wordCount":2419,"articleSection":["Pneumologia"],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/divulga.unila.edu.br\/tempoevida\/2022\/12\/16\/embolia-pulmonar\/","url":"https:\/\/divulga.unila.edu.br\/tempoevida\/2022\/12\/16\/embolia-pulmonar\/","name":"Embolia pulmonar - Tempo \u00e9 vida","isPartOf":{"@id":"https:\/\/divulga.unila.edu.br\/tempoevida\/#website"},"datePublished":"2022-12-16T19:18:05+00:00","author":{"@id":"https:\/\/divulga.unila.edu.br\/tempoevida\/#\/schema\/person\/d7a8b89a8393387e8588f2eaad581847"},"breadcrumb":{"@id":"https:\/\/divulga.unila.edu.br\/tempoevida\/2022\/12\/16\/embolia-pulmonar\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/divulga.unila.edu.br\/tempoevida\/2022\/12\/16\/embolia-pulmonar\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/divulga.unila.edu.br\/tempoevida\/2022\/12\/16\/embolia-pulmonar\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/divulga.unila.edu.br\/tempoevida\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Embolia pulmonar"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/divulga.unila.edu.br\/tempoevida\/#website","url":"https:\/\/divulga.unila.edu.br\/tempoevida\/","name":"Tempo \u00e9 vida","description":"Atualiza\u00e7\u00e3o de protocolos de atendimento em urg\u00eancia e emerg\u00eancia","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/divulga.unila.edu.br\/tempoevida\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/divulga.unila.edu.br\/tempoevida\/#\/schema\/person\/d7a8b89a8393387e8588f2eaad581847","name":"weber.takaki","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/832f47eb96df7873263abebe813d9698c22513d7895700be7f9dd7ed88b020c9?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/832f47eb96df7873263abebe813d9698c22513d7895700be7f9dd7ed88b020c9?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/832f47eb96df7873263abebe813d9698c22513d7895700be7f9dd7ed88b020c9?s=96&d=mm&r=g","caption":"weber.takaki"},"url":"https:\/\/divulga.unila.edu.br\/tempoevida\/author\/weber\/"}]}},"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"htmega_size_585x295":false,"htmega_size_1170x536":false,"htmega_size_396x360":false,"tainacan-small":false,"tainacan-medium":false,"tainacan-medium-full":false,"tainacan-large-full":false},"uagb_author_info":{"display_name":"weber.takaki","author_link":"https:\/\/divulga.unila.edu.br\/tempoevida\/author\/weber\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"INFORMA\u00c7\u00d5ES GERAIS Defini\u00e7\u00e3o \u2013 Embolia pulmonar \u00e9 definida como uma doen\u00e7a desencadeada pela obstru\u00e7\u00e3o da art\u00e9ria pulmonar ou de um de seus ramos por um trombo (co\u00e1gulo sangu\u00edneo), tumor, ar ou gordura, que se originou em outras partes do corpo. Ser\u00e1 dado \u00eanfase na embolia causada por trombo (tromboembolismo pulmonar). Nomenclatura \u2013 A embolia pulmonar&hellip;","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/divulga.unila.edu.br\/tempoevida\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/149","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/divulga.unila.edu.br\/tempoevida\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/divulga.unila.edu.br\/tempoevida\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/divulga.unila.edu.br\/tempoevida\/wp-json\/wp\/v2\/users\/46"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/divulga.unila.edu.br\/tempoevida\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=149"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/divulga.unila.edu.br\/tempoevida\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/149\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":150,"href":"https:\/\/divulga.unila.edu.br\/tempoevida\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/149\/revisions\/150"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/divulga.unila.edu.br\/tempoevida\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=149"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/divulga.unila.edu.br\/tempoevida\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=149"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/divulga.unila.edu.br\/tempoevida\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=149"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}