{"id":168,"date":"2023-11-03T17:30:34","date_gmt":"2023-11-03T20:30:34","guid":{"rendered":"https:\/\/divulga.unila.edu.br\/gazeta\/?p=168"},"modified":"2023-11-03T17:30:37","modified_gmt":"2023-11-03T20:30:37","slug":"fala-acs-joana-darc-gomes-da-silva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/divulga.unila.edu.br\/gazeta\/2023\/11\/03\/fala-acs-joana-darc-gomes-da-silva\/","title":{"rendered":"Fala, ACS! &#8211; Joana D&#8217;Arc Gomes da Silva"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Conhe\u00e7a Joana D\u2019Arc Gomes da Silva, Agente Comunit\u00e1ria de Sa\u00fade da UBS da Cidade Nova, profunda conhecedora da Vila e da sua gente.\u00a0<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"813\" src=\"https:\/\/divulga.unila.edu.br\/gazeta\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2023\/11\/Captura-de-Tela-2023-11-03-as-17.28.58-1024x813.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-169\" srcset=\"https:\/\/divulga.unila.edu.br\/gazeta\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2023\/11\/Captura-de-Tela-2023-11-03-as-17.28.58-1024x813.png 1024w, https:\/\/divulga.unila.edu.br\/gazeta\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2023\/11\/Captura-de-Tela-2023-11-03-as-17.28.58-300x238.png 300w, https:\/\/divulga.unila.edu.br\/gazeta\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2023\/11\/Captura-de-Tela-2023-11-03-as-17.28.58-768x610.png 768w, https:\/\/divulga.unila.edu.br\/gazeta\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2023\/11\/Captura-de-Tela-2023-11-03-as-17.28.58-205x163.png 205w, https:\/\/divulga.unila.edu.br\/gazeta\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2023\/11\/Captura-de-Tela-2023-11-03-as-17.28.58-480x381.png 480w, https:\/\/divulga.unila.edu.br\/gazeta\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2023\/11\/Captura-de-Tela-2023-11-03-as-17.28.58-816x648.png 816w, https:\/\/divulga.unila.edu.br\/gazeta\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2023\/11\/Captura-de-Tela-2023-11-03-as-17.28.58.png 1350w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Minha vinda para Foz do Igua\u00e7u foi por conta da constru\u00e7\u00e3o da usina. Vieram pessoas de outros estados para trabalhar aqui, de outras cidades do Paran\u00e1 tamb\u00e9m. Meu pai \u00e9 um desses barrageiros, ele participou na constru\u00e7\u00e3o da usina. E n\u00f3s viemos pra c\u00e1, ele veio primeiro, a\u00ed depois veioa fam\u00edlia. Casei, separei, tenho 2 filhas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A Vila.<\/strong> Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 estrutura do bairro, era terra. Tinha um caminh\u00e3o que passava e molhava porque tinha muita poeira. Hoje o bairro anda por si s\u00f3, n\u00e9? A gente est\u00e1 crescendo em n\u00edvel de com\u00e9rcio. A escola do munic\u00edpio, da\u00ed tem a escola estadual tamb\u00e9m. A Itaipu ainda ajuda bastante, a UBS teve investimento da Itaipu tamb\u00e9m. A princ\u00edpio ia ser no Pronto Socorro, s\u00f3 que foi criado e se tornou UBS que trabalha com o PSF. E aqui, falando por mim, \u00e9 um bairro que eu gosto muito. N\u00f3s nos conhecemos todos. As pessoas se conhecem, t\u00eam um grau de amizade, de companheirismo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Boas lembran\u00e7as. <\/strong>Os meus pais tomavam caf\u00e9 da manh\u00e3 na usina, almo\u00e7avam l\u00e1 e sempre traziam um lanchinho para a gente. Na \u00e9poca, no Dia das Crian\u00e7as, a usina dava brinquedo, e a gente fazia uma fila enorme. Ent\u00e3o tudo era motivo de festa. Foram momentos bem marcantes e maravilhosos na inf\u00e2ncia. E as festas assim eram praticamente da Itaipu, tinha festa junina, n\u00e9? E da\u00ed nas escolas a gente ensaiava a quadrilha, dan\u00e7ava, enchia as barracas, a\u00ed tinha o Conselho Comunit\u00e1rio que era bem na divis\u00f3ria da vila, na verdade da Vila C Velha e da Vila C Nova. Ent\u00e3o, ali no meio, o centro comunit\u00e1rio que dava cursos: inform\u00e1tica, v\u00f4lei, basquete, cada um dentro da sua voca\u00e7\u00e3o, fazia para pr\u00e1tica escolar, aprender a cozinhar. E nos finais de semana tinha discoteca, que hoje em dia voc\u00eas chamam de danceteria. Ent\u00e3o nos s\u00e1bados e domingos tinha essas atividades de v\u00f4lei, campeonato de v\u00f4lei, campeonato de futebol. E tinha espet\u00e1culos, espet\u00e1culos de dan\u00e7a. Fazia concurso para ver quem ganhava. Tinha m\u00fasica tamb\u00e9m pra quem tocava viol\u00e3o e afins. E sempre com alguma atividade de lazer nessa gente poder, al\u00e9m de estudar essas atividades ali dentro do Conselho.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A comida. <\/strong>O pessoal tinha o h\u00e1bito de criar galinha nos quintais. A\u00ed a gente via a galinha, o frango, ele demorava seis a sete meses para a gente poder comer, a gente via todo o processo dele e hoje em dia n\u00e3o, em quest\u00e3o de dois a tr\u00eas meses o frango j\u00e1 t\u00e1&nbsp; ali na sua mesa. Ent\u00e3o a alimenta\u00e7\u00e3o ficou bem deficiente. Todo mundo tinha horta, n\u00f3s t\u00ednhamos horta, ent\u00e3o a gente pegava ali da horta. No centro comunit\u00e1rio tamb\u00e9m Tinha horta comunit\u00e1ria. A gente aprendia a fazer aqui na escola Arnaldo Isidoro, no centro de conviv\u00eancia Arnaldo Isidoro, os meninos faziam t\u00e9cnicas agr\u00edcolas e as meninas aprendiam a fazer croch\u00ea, tric\u00f4 a cozinhar, as pr\u00e1ticas do lar, por isso que&nbsp; n\u00f3s aprend\u00edamos e pod\u00edamos levar pra casa tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A sa\u00fade.<\/strong> Ali na UBS, era o antigo Madeir\u00e3o. Voc\u00eas v\u00e3o ouvir falar bastante do antigo Madeir\u00e3o. Tinha o m\u00e9dico pra quem n\u00e3o tinha condi\u00e7\u00f5es, a\u00ed a gente chegava e tinha toda a estrutura, m\u00e9dicos, enfermeiros, n\u00e3o tinha o agente de sa\u00fade naquela \u00e9poca, a\u00ed a gente chegava l\u00e1 e consultava. A\u00ed depois veio a estrutura e se derrubou aquele espa\u00e7o que era de conv\u00edvio e se construiu uma UBS.<\/p>\n\n\n\n<p>Em resumo&#8230; Aqui \u00e9 um bairro tranquilo, porque a gente tem tudo aqui, n\u00e9? Tem escola, tem CMEI, tem Conselho. Tem muitos cursos. E a gente tem uma UBS, tem supermercado, tem farm\u00e1cia. Ent\u00e3o \u00e9 um bairro bem estruturado, est\u00e1 praticamente todo asfaltado. Um outro local, que n\u00e3o \u00e9 asfaltado, tem o transporte coletivo. Tudo que se faz necess\u00e1rio dentro do bairro. A \u00fanica coisa que est\u00e1 faltando \u00e9 melhorar o transporte coletivo e a gente n\u00e3o tem uma casa lot\u00e9rica nem um banco.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conhe\u00e7a Joana D\u2019Arc Gomes da Silva, Agente Comunit\u00e1ria de Sa\u00fade da UBS da Cidade Nova, profunda conhecedora da Vila e da sua gente.\u00a0 Minha vinda para Foz do Igua\u00e7u foi por conta da constru\u00e7\u00e3o da usina. 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Os meus pais tomavam caf\u00e9 da manh\u00e3 na usina, almo\u00e7avam l\u00e1 e sempre traziam um lanchinho para a gente. Na \u00e9poca, no Dia das Crian\u00e7as, a usina dava brinquedo, e a gente fazia uma fila enorme. Ent\u00e3o tudo era motivo de festa. Foram momentos bem marcantes e maravilhosos na inf\u00e2ncia. E as festas assim eram praticamente da Itaipu, tinha festa junina, n\u00e9? E da\u00ed nas escolas a gente ensaiava a quadrilha, dan\u00e7ava, enchia as barracas, a\u00ed tinha o Conselho Comunit\u00e1rio que era bem na divis\u00f3ria da vila, na verdade da Vila C Velha e da Vila C Nova. Ent\u00e3o, ali no meio, o centro comunit\u00e1rio que dava cursos: inform\u00e1tica, v\u00f4lei, basquete, cada um dentro da sua voca\u00e7\u00e3o, fazia para pr\u00e1tica escolar, aprender a cozinhar. E nos finais de semana tinha discoteca, que hoje em dia voc\u00eas chamam de danceteria. Ent\u00e3o nos s\u00e1bados e domingos tinha essas atividades de v\u00f4lei, campeonato de v\u00f4lei, campeonato de futebol. E tinha espet\u00e1culos, espet\u00e1culos de dan\u00e7a. Fazia concurso para ver quem ganhava. Tinha m\u00fasica tamb\u00e9m pra quem tocava viol\u00e3o e afins. E sempre com alguma atividade de lazer nessa gente poder, al\u00e9m de estudar essas atividades ali dentro do Conselho. A comida. O pessoal tinha o h\u00e1bito de criar galinha nos quintais. A\u00ed a gente via a galinha, o frango, ele demorava seis a sete meses para a gente poder comer, a gente via todo o processo dele e hoje em dia n\u00e3o, em quest\u00e3o de dois a tr\u00eas meses o frango j\u00e1 t\u00e1&nbsp; ali na sua mesa. Ent\u00e3o a alimenta\u00e7\u00e3o ficou bem deficiente. Todo mundo tinha horta, n\u00f3s t\u00ednhamos horta, ent\u00e3o a gente pegava ali da horta. No centro comunit\u00e1rio tamb\u00e9m Tinha horta comunit\u00e1ria. A gente aprendia a fazer aqui na escola Arnaldo Isidoro, no centro de conviv\u00eancia Arnaldo Isidoro, os meninos faziam t\u00e9cnicas agr\u00edcolas e as meninas aprendiam a fazer croch\u00ea, tric\u00f4 a cozinhar, as pr\u00e1ticas do lar, por isso que&nbsp; n\u00f3s aprend\u00edamos e pod\u00edamos levar pra casa tamb\u00e9m. A sa\u00fade. Ali na UBS, era o antigo Madeir\u00e3o. Voc\u00eas v\u00e3o ouvir falar bastante do antigo Madeir\u00e3o. Tinha o m\u00e9dico pra quem n\u00e3o tinha condi\u00e7\u00f5es, a\u00ed a gente chegava e tinha toda a estrutura, m\u00e9dicos, enfermeiros, n\u00e3o tinha o agente de sa\u00fade naquela \u00e9poca, a\u00ed a gente chegava l\u00e1 e consultava. A\u00ed depois veio a estrutura e se derrubou aquele espa\u00e7o que era de conv\u00edvio e se construiu uma UBS. Em resumo&#8230; Aqui \u00e9 um bairro tranquilo, porque a gente tem tudo aqui, n\u00e9? Tem escola, tem CMEI, tem Conselho. Tem muitos cursos. E a gente tem uma UBS, tem supermercado, tem farm\u00e1cia. Ent\u00e3o \u00e9 um bairro bem estruturado, est\u00e1 praticamente todo asfaltado. Um outro local, que n\u00e3o \u00e9 asfaltado, tem o transporte coletivo. Tudo que se faz necess\u00e1rio dentro do bairro. 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