{"id":153,"date":"2023-11-03T17:25:09","date_gmt":"2023-11-03T20:25:09","guid":{"rendered":"https:\/\/divulga.unila.edu.br\/gazeta\/?p=153"},"modified":"2023-11-03T17:25:12","modified_gmt":"2023-11-03T20:25:12","slug":"daqui-nao-saio-daqui-ninguem-me-tira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/divulga.unila.edu.br\/gazeta\/2023\/11\/03\/daqui-nao-saio-daqui-ninguem-me-tira\/","title":{"rendered":"Daqui n\u00e3o saio,\u00a0daqui ningu\u00e9m me tira!"},"content":{"rendered":"\n<p>O que \u00e9 \u201cviver bem\u201d? Viver bem em um lugar? Talvez, nessa quest\u00e3o, cada cabe\u00e7a seja uma senten\u00e7a, como diz o ditado! Mas, se a pergunta \u00e9 sobre a Vila C, ent\u00e3o at\u00e9 parece que as pessoas concordem&#8230; Muito sossego, muita uni\u00e3o entre as pessoas, uma infraestrutura que atende quase todas as necessidades de uma comunidade que est\u00e1, naturalmente, sempre em movimento e em transforma\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e9ssica, que nasceu na Vila, \u00e9 bem clara: \u201cOlha, eu n\u00e3o me vejo saindo da Vila C! \u00c9 um bairro longe dos demais, mas eu n\u00e3o me vejo saindo daqui, pela qualidade de vida que o bairro tem, pela quest\u00e3o de vizinhan\u00e7a, todo mundo se conhece, todo mundo tem um ponto de refer\u00eancia de alguma coisa, pelo que a comunidade oferece, por exemplo, um centro igual ao nosso Conselho Comunit\u00e1rio, voc\u00ea n\u00e3o tem outro lugar, com atendimento de crian\u00e7a em outros bairros \u00e9 dif\u00edcil voc\u00ea ter, voc\u00ea ter um agente de sa\u00fade que voc\u00ea conhece, que est\u00e1 com seu vizinho, que est\u00e1 sempre ali com voc\u00ea, ent\u00e3o s\u00e3o pequenas coisas que fazem a qualidade de vida aumentar muito n\u00e9, ent\u00e3o eu n\u00e3o me vejo saindo da Vila C por causa disso\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 dona Matilde enfatiza o lado humano da conviv\u00eancia no bairro: \u201cA gente n\u00e3o tem o que reclamar, um vizinho lava a m\u00e3o do outro. Eu acolho um vizinho,&nbsp; ent\u00e3o quando um viaja o outro fica cuidando da casa n\u00e9? Na minha quadra pelo menos e meio que todo mundo \u00e9 desse jeito. E o parquinho pra a crian\u00e7ada tem&#8230;\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>E s\u00e3o essas pessoas que fizeram a Vila C que agora tamb\u00e9m t\u00eam a tarefa de mant\u00ea-la forte, como diz dona Ant\u00f4nia: \u201cA Vila C hoje ela \u00e9 importante como tudo porque ela acabou sendo uma vila que acolhe tamb\u00e9m, vem muita gente de fora e hoje ela se tornou um espa\u00e7o importante para nosso munic\u00edpio, para Foz do Igua\u00e7u, porque ela \u00e9 grande, tem muitos moradores. Eu acho importante esse desenvolvimento nosso que estamos buscando: hoje n\u00e3o \u00e9 mais uma vila dependente de Itaipu, mas do pr\u00f3prio povo, das pr\u00f3prias pessoas que est\u00e3o aqui. Eu acho que \u00e9 um lugar importante para Foz do Igua\u00e7u, tamb\u00e9m. A Vila C Velha \u00e9 um bairro tranquilo e que tem muitos moradores, fam\u00edlias e calmo. Aqui temos tudo que algu\u00e9m pode precisar: ponto de \u00f4nibus pr\u00f3ximo, mercado, escolas, lanchonetes, parque etc\u2026 E n\u00e3o se esque\u00e7a que as casas s\u00e3o mais baratas aqui: essa \u00e9 a vantagem para quem n\u00e3o tem muito dinheiro e tamb\u00e9m para os estudantes mais precisamente os estrangeiros que vem para Foz do Igua\u00e7u para estudar na UNILA\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Nem tudo \u00e9 perfeito, mas&#8230; Dona Maria Teresa se ressente de algumas coisas: \u201cA \u00fanica coisa ruim que eu acho da Vila C \u00e9 que n\u00e3o tem um banco e uma lot\u00e9rica, \u00e9 s\u00f3 isso. O resto pra mim est\u00e1 tudo \u00f3timo, sabe? Eu amo mesmo, eu amo morar na Vila. Inclusive, meu esposo fala n\u00e9, \u201cvamos vender aqui e vamos nos mudar pro centro\u201d, eu falo: \u201cde jeito nenhum!\u201d, porque a tranquilidade aqui \u00e9 grande, eu chego de noite e \u00e9 tranquilo. Hoje tem umas musiquinhas l\u00e1, mas n\u00e3o \u00e9 nada que impede de voc\u00ea ficar tranquila\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>E a ca\u00e7ula da turma, J\u00e9ssica, conclui: \u201cAonde eu vou eu falo que eu sou da Vila C, as minhas coordenadoras falam assim: \u2018Eu nunca vi algu\u00e9m com tanto orgulho de morar num lugar igual voc\u00ea\u2019. Eu amo meu bairro e eu tento todo dia no meu trabalho fazer o melhor para o meu bairro, porque aqui \u00e9 a minha comunidade, aqui \u00e9 onde eu nasci, aqui eu pretendo criar meus filhos, aqui eu pretendo formar a minha fam\u00edlia!\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"677\" src=\"https:\/\/divulga.unila.edu.br\/gazeta\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2023\/11\/Captura-de-Tela-2023-11-03-as-17.22.51-1024x677.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-155\" srcset=\"https:\/\/divulga.unila.edu.br\/gazeta\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2023\/11\/Captura-de-Tela-2023-11-03-as-17.22.51-1024x677.png 1024w, https:\/\/divulga.unila.edu.br\/gazeta\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2023\/11\/Captura-de-Tela-2023-11-03-as-17.22.51-300x198.png 300w, https:\/\/divulga.unila.edu.br\/gazeta\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2023\/11\/Captura-de-Tela-2023-11-03-as-17.22.51-768x508.png 768w, https:\/\/divulga.unila.edu.br\/gazeta\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2023\/11\/Captura-de-Tela-2023-11-03-as-17.22.51-1536x1016.png 1536w, https:\/\/divulga.unila.edu.br\/gazeta\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2023\/11\/Captura-de-Tela-2023-11-03-as-17.22.51-205x136.png 205w, https:\/\/divulga.unila.edu.br\/gazeta\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2023\/11\/Captura-de-Tela-2023-11-03-as-17.22.51-480x317.png 480w, https:\/\/divulga.unila.edu.br\/gazeta\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2023\/11\/Captura-de-Tela-2023-11-03-as-17.22.51-816x539.png 816w, https:\/\/divulga.unila.edu.br\/gazeta\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2023\/11\/Captura-de-Tela-2023-11-03-as-17.22.51.png 1812w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Da esquerda para a direita: Maria Alice Marquetto Maur\u00edcio, Maria Tereza dos Santos Tibes, Suzinei Jos\u00e9 Leandro, Ant\u00f4nia M. Zanella, Jessica Driele Rossetti, Ana Caroline Gomes Stefanelli, Joana D\u2019Arc Gomes da Silva e Matilde Wurmeister.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que \u00e9 \u201cviver bem\u201d? Viver bem em um lugar? Talvez, nessa quest\u00e3o, cada cabe\u00e7a seja uma senten\u00e7a, como diz o ditado! 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J\u00e1 dona Matilde enfatiza o lado humano da conviv\u00eancia no bairro: \u201cA gente n\u00e3o tem o que reclamar, um vizinho lava a m\u00e3o do outro. Eu acolho um vizinho,&nbsp; ent\u00e3o quando um viaja o outro fica cuidando da casa n\u00e9? Na minha quadra pelo menos e meio que todo mundo \u00e9 desse jeito. E o parquinho pra a crian\u00e7ada tem&#8230;\u201d. E s\u00e3o essas pessoas que fizeram a Vila C que agora tamb\u00e9m t\u00eam a tarefa de mant\u00ea-la forte, como diz dona Ant\u00f4nia: \u201cA Vila C hoje ela \u00e9 importante como tudo porque ela acabou sendo uma vila que acolhe tamb\u00e9m, vem muita gente de fora e hoje ela se tornou um espa\u00e7o importante para nosso munic\u00edpio, para Foz do Igua\u00e7u, porque ela \u00e9 grande, tem muitos moradores. Eu acho importante esse desenvolvimento nosso que estamos buscando: hoje n\u00e3o \u00e9 mais uma vila dependente de Itaipu, mas do pr\u00f3prio povo, das pr\u00f3prias pessoas que est\u00e3o aqui. 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