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<oembed><version>1.0</version><provider_name>Gazeta Popular da Sa&#xFA;de</provider_name><provider_url>https://divulga.unila.edu.br/gazeta</provider_url><author_name>okg.vieira.2021</author_name><author_url>https://divulga.unila.edu.br/gazeta/author/okgvieira2021/</author_url><title>Madeir&#xE3;o e&#xA0;Madeirinha - Gazeta Popular da Sa&#xFA;de</title><type>rich</type><width>600</width><height>338</height><html>&lt;blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="n8ynGGrwQR"&gt;&lt;a href="https://divulga.unila.edu.br/gazeta/2023/11/03/madeirao-e-madeirinha/"&gt;Madeir&#xE3;o e&#xA0;Madeirinha&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;iframe sandbox="allow-scripts" security="restricted" src="https://divulga.unila.edu.br/gazeta/2023/11/03/madeirao-e-madeirinha/embed/#?secret=n8ynGGrwQR" width="600" height="338" title="&#x201C;Madeir&#xE3;o e&#xA0;Madeirinha&#x201D; &#x2014; Gazeta Popular da Sa&#xFA;de" data-secret="n8ynGGrwQR" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no" class="wp-embedded-content"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;
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</html><description>Moradores contam um pouco sobre as antigas Unidades de Sa&#xFA;de que atendiam a popula&#xE7;&#xE3;o no tempo da constru&#xE7;&#xE3;o da Vila C. Toda Hist&#xF3;ria narrada por pessoas mostra o encontro entre as vidas particulares, privadas, dessas pessoas e das suas fam&#xED;lias, e o contexto mais geral. Mas quando se trata de sa&#xFA;de, a impress&#xE3;o que se tem &#xE9; a de um v&#xED;nculo mais forte ainda. Se queremos, aqui, contar sobre as estruturas, as formas, os problemas do atendimento &#xE0; sa&#xFA;de das pessoas que moram na Vila C, desde a cria&#xE7;&#xE3;o do bairro at&#xE9; hoje, o que mais vai aparecer com grande destaque, s&#xE3;o justamente elas &#x2013; as pessoas. E as suas hist&#xF3;rias. E &#x2013; quem diria? &#x2013; &#xE9; uma hist&#xF3;ria de&#x2026; madeira! Madeira? Sim! Vamos ver, ent&#xE3;o! Todas as pessoas, ou quase, lembram dela, ali&#xE1;s, deles. Como dona Maria Alice: &#x201C;O Madeirinha era na vila A e o Madeir&#xE3;o era aqui, onde j&#xE1; tem o posto de sa&#xFA;de. Era de madeira n&#xE9;, mas parece que pegou fogo depois que foi acabando a obra, a&#xED; eles constru&#xED;ram de material. Mas a gente ia l&#xE1;, mulher que tinha que ganhar nen&#xE9;m, j&#xE1; consultava ali e a ambul&#xE2;ncia j&#xE1; levava pra Vila A. N&#xE3;o ganhava nen&#xE9;m aqui n&#xE3;o&#x201D;.&nbsp; Mais detalhes? Com dona Nat&#xE9;rcia: &#x201C;A UBS era o hospital da Itaipu, Madeir&#xE3;o, se chamava, porque o Madeirinha era l&#xE1; na Vila A e o Madeir&#xE3;o era aqui na Vila C. A&#xED; a UBS de agora era esse Madeir&#xE3;o, s&#xF3; que era muito mais novo, muito mais equipado, realmente era um hospital! Eu me lembro de me vacinar l&#xE1;, todas as minhas vacinas foram feitas l&#xE1;, atendimento m&#xE9;dico, exames que a gente precisava, era tudo aqui na vila C. Tamb&#xE9;m seu Edson lembra bem: &#x201C; Tinha ali onde &#xE9; o posto de sa&#xFA;de, do lado ali era um hospital, era chamado de Madeir&#xE3;o, e l&#xE1; na Vila A tinha o mesmo hospital s&#xF3; que era chamado de Madeirinha. Coisas da &#xE9;poca! Ent&#xE3;o era muito bom, tinha tudo, a gente n&#xE3;o precisava sair daqui. Tinha dentista, cl&#xED;nico geral, m&#xE9;dico pra todas as &#xE1;reas, ent&#xE3;o nesse ponto a Vila C realmente era uma ilha, a gente n&#xE3;o precisava muito ir pro centro&#x201D;. E dona Matilde: &#x201C;Era no Madeir&#xE3;o que a gente se consultava. A Santa Casa atendia as pessoas que tinham dinheiro para pagar o particular e os que n&#xE3;o tinham dinheiro, era como se fosse um SUS, e tamb&#xE9;m n&#xE3;o pagava nada. O particular existia l&#xE1; dentro da Santa Casa que era caro igual um hospital particular hoje. Mas n&#xF3;s, e os funcion&#xE1;rios de Itaipu cheg&#xE1;vamos l&#xE1; e &#xE9;ramos muito bem atendidos. Voc&#xEA; tinha o n&#xFA;mero, tinha os cart&#xF5;es, tudo era da Itaipu. Tinha a carteirinha. Era Madeir&#xE3;o aqui perto do postinho da Vila C e Madeirinha l&#xE1; na Vila A. Eu tenho saudade de dizer aos filhos que qualquer coisinha que tinha l&#xE1; era o melhor atendimento, os melhores m&#xE9;dicos&#x201D;. E dona Suzinei refor&#xE7;a: &#x201C;&#xC9;. E da&#xED; quando voc&#xEA; ia para fazer consultas ia&nbsp; pra c&#xE1;, no da Vila C e quando voc&#xEA; sentia que a doen&#xE7;a era mais grave e que precisava ser internado ia para o que ficava na Santa Casa. Eu tenho saudade, hoje, da carteirinha da Itaipu, porque voc&#xEA; ia no hospital e era bem tratada, e n&#xE3;o precisava pagar nada e ainda quando precisava comprar algum rem&#xE9;dio por exemplo, voc&#xEA; comprava esse rem&#xE9;dio e a Itaipu rep&#xF5;e&#x201D;.&nbsp; N&#xE3;o tem jeito: quando se sente saudade &#xE9; porque era bom mesmo, n&#xE3;o &#xE9;? E a compara&#xE7;&#xE3;o com o presente &#xE9; um pouco desanimadora, &#xE0;s vezes. Dona Suzinei continua: &#x201C;Naquela &#xE9;poca voc&#xEA; ficava doente e ia l&#xE1;, j&#xE1; era atendido,&nbsp; nem voltava pra casa e agora deu essa relaxada, agora s&#xE3;o muitas pessoas para pouco hospital e para&nbsp; pouco m&#xE9;dico. O atendimento ali no postinho antigamente era assim, o m&#xE9;dico era manh&#xE3; e&nbsp; tarde. Agora eu moro na rua Curitiba, mas s&#xF3; v&#xE3;o me atender &#xE0; tarde. Se eu estiver mal de manh&#xE3;, por que ele vai me atender s&#xF3; a tarde? Ou s&#xF3; v&#xE3;o me atender no m&#xEA;s que vem, n&#xE3;o &#xE9; justo isso. E agente de sa&#xFA;de n&#xE3;o existe mais n&#xE3;o. N&#xE3;o passa mais n&#xE3;o. Na minha rua pelo menos n&#xE3;o passa. L&#xE1; na minha rua nunca mais passou. Passa quando tem pessoas hipertensas, diab&#xE9;ticas. Ana Caroline Gomes Stefanelli nos convida a olhar para frente: &#x201C;precisa de coisas novas, assim de manter mais a sa&#xFA;de at&#xE9; mesmo pelos profissionais, porque eles cansam, n&#xE9;? &#xC0;s vezes n&#xE3;o t&#xEA;m nem vida, s&#xF3; trabalham l&#xE1;, para poder dar conta da demanda&#x201D;. E o refor&#xE7;o de dona Matilde &#xE9; para a Gazeta: &#x201C;Voc&#xEA;s v&#xE3;o colocar num jornal, e &#xE9; bom por isso vamos falar coisa que &#xE9; n&#xE3;o fake n&#xE9;?&#x201D; Edson Alencar Farias</description><thumbnail_url>https://divulga.unila.edu.br/gazeta/wp-content/uploads/sites/36/2023/11/Captura-de-Tela-2023-11-03-as-17.10.37.png</thumbnail_url></oembed>
