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<oembed><version>1.0</version><provider_name>Gazeta Popular da Sa&#xFA;de</provider_name><provider_url>https://divulga.unila.edu.br/gazeta</provider_url><author_name>okg.vieira.2021</author_name><author_url>https://divulga.unila.edu.br/gazeta/author/okgvieira2021/</author_url><title>As origens&#xA0;do bairro - Gazeta Popular da Sa&#xFA;de</title><type>rich</type><width>600</width><height>338</height><html>&lt;blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="8HByQfKow4"&gt;&lt;a href="https://divulga.unila.edu.br/gazeta/2023/11/03/as-origens-do-bairro/"&gt;As origens&#xA0;do bairro&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;iframe sandbox="allow-scripts" security="restricted" src="https://divulga.unila.edu.br/gazeta/2023/11/03/as-origens-do-bairro/embed/#?secret=8HByQfKow4" width="600" height="338" title="&#x201C;As origens&#xA0;do bairro&#x201D; &#x2014; Gazeta Popular da Sa&#xFA;de" data-secret="8HByQfKow4" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no" class="wp-embedded-content"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;
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</html><description>Diferentes relatos sobre o surgimento da Vila C, contados pelos moradores que participaram da constru&#xE7;&#xE3;o desse lugar. Foz do Igua&#xE7;u: por um lado, uma cidade especial, com algo que s&#xF3; ela tem &#x2013; as Cataratas, Itaipu, as pontes e as fronteiras. Por outro lado, ela &#xE9; uma cidade como qualquer outra, com uma hist&#xF3;ria, que &#xE9; ao mesmo tempo a hist&#xF3;ria da sua forma&#xE7;&#xE3;o e a hist&#xF3;ria das pessoas, mulheres e homens, que formaram a cidade, os seus bairros, a sua vida. Aqui, queremos dirigir a nossa aten&#xE7;&#xE3;o justamente para essa parte da hist&#xF3;ria e, mais em particular, para a hist&#xF3;ria de uma das comunidades mais importantes da cidade: a Vila C Velha. Assim, o que queremos, aqui, &#xE9; contar uma hist&#xF3;ria &#x2013; ali&#xE1;s, uma Hist&#xF3;ria, com H mai&#xFA;sculo, por respeito a todas as pessoas que contribu&#xED;ram para ela. Mas quem vai contar essa Hist&#xF3;ria? Elas, essas pessoas, justamente! Algumas delas, pelo menos.&nbsp; Tudo tem um in&#xED;cio, e para a nossa hist&#xF3;ria n&#xE3;o ia ser diferente. Como nos conta dona Matilde C. Wurmeister: &#x201C;N&#xF3;s t&#xED;nhamos ro&#xE7;a, umas vaquinhas, porcos, essas coisas. Depois que meu pai morreu, vieram umas pessoas pra fazer uma medi&#xE7;&#xE3;o, depois o asfalto da 277, a Ponte da Amizade. E como a nossa casa era muito perto ali da BR, eles escolheram outro lugar bem mais perto daquele trevo l&#xE1; pra cima. N&#xF3;s fomos pra l&#xE1; e da&#xED; moramos, eu tinha uns quinze quando come&#xE7;ou a vila A. A Itaipu j&#xE1; tinha come&#xE7;ado a constru&#xE7;&#xE3;o das casas aqui. Eu estava at&#xE9; conversando com meu marido, ele diz que a vila C tem quarenta e cinco anos. E eu acho que &#xE9; mais ou menos isso, porque a minha filha mais velha tem quarenta e cinco anos. Essas casas eram feias, as estradinhas eram s&#xF3; poeira. Quando passava o carro voc&#xEA; via s&#xF3; a poeira, nem via as casas. Falei assim &#x2018;m&#xE3;e do c&#xE9;u, se um dia eu precisar vir morar nessas casas e tiver que sair nunca vou conseguir chegar, n&#xE3;o vou saber qual &#xE9; a minha casa&#x2019;, porque as casas de barrac&#xE3;o eram todas iguais&#x201D;.&nbsp; E dona Suzinei Jos&#xE9; Leandro, amiga de Matilde, tamb&#xE9;m conta: &#x201C;A usina trouxe bastante fam&#xED;lia, vinham de todos os estados do Brasil, a&#xED; eles ficaram alojados l&#xE1; dentro. Foram surgindo as casas aqui, e quem tinha fam&#xED;lia e quisesse busc&#xE1;-la a empresa dava passagem de &#xF4;nibus e caminh&#xE3;o de mudan&#xE7;a tudo custeado. Conforme vinham os homens trabalhadores para dentro da usina eles iam aumentando as ruas e os pavilh&#xF5;es&#x201D;.&nbsp; E as casas, e as hist&#xF3;rias nas casas&#x2026; Vamos ouvir as lembran&#xE7;as de dona Maria Alice: &#x201C;&#xC9;, minha irm&#xE3; veio pra c&#xE1; acho que em 76, 77, ela morava no Rio de Janeiro. E eu vim acho que dali um ano, dois anos. Ai j&#xE1; era casa nova que fizeram junto com a Vila C Nova, j&#xE1; era umas casas diferentes, as paredes s&#xE3;o tudo mais altas em cima a separa&#xE7;&#xE3;o e pra c&#xE1; n&#xE3;o era, era tudo reta as paredes, ouvia o barulho de todas as casas e minha irm&#xE3; tava tomando banho, o vizinho ergueu o isopor pra ver ela no banheiro, foi mandado embora porque tinha seguran&#xE7;a aqui. Tinha um posto com os guardas da Itaipu, tinha uma prefeitura, depois acabou tudo&#x201D;.&#xA0; E entre as casas? Como circulavam por l&#xE1; os primeiros moradores? Vamos ouvir ainda dona Maria Alice: &#x201C;Vieram do Brasil inteiro n&#xE9;, eu sou de S&#xE3;o Paulo, mas a gente conheceu todo mundo, todos os vizinhos, a maioria era do Paran&#xE1; n&#xE9;, que era mais perto, mas veio gente de todo lugar. Muita gente vinha, a&#xED; ia embora, n&#xE3;o gostava porque a Vila era muito barro, era dif&#xED;cil pra morar aqui antes do asfalto porque s&#xF3; tinha asfalto na entrada, onde passava o Papa-Fila, ele ia at&#xE9; o final da Vila Nova, na caixa d&#x2019;&#xE1;gua. Era igual &#xF4;nibus, mas n&#xE3;o tinha banco, todo mundo ia em p&#xE9;. Quem viajava nesses Papa Fila eram mais os empregados que trabalhavam no servi&#xE7;o pesado, quem trabalhava no laborat&#xF3;rio igual o meu marido, ele era fichado numa empresa e requisitado pela Itaipu, a&#xED; vinha um &#xF4;nibus pegar, trazia pra almo&#xE7;ar, voltava. Mas o Papa-Fila s&#xF3; vinha cedo e &#xE0; noite&#x201D;.&#xA0; Que interessante esse Papa Fila! Dona Suzinei tamb&#xE9;m lembra bem dele: &#x201C;Era tipo um caminh&#xE3;o gigante. Como o meu pai &#xE9; pernambucano ele era muito bravo, n&#xE9;? S&#xF3; que ele n&#xE3;o batia, n&#xE3;o. Quando ele chegava, &#xE0;s seis horas da tarde, n&#xF3;s t&#xED;nhamos que estar dentro de casa, n&#xF3;s, mulheres, tomada banho e sentada no sof&#xE1;. A&#xED; quando a gente via o Papa-fila chegando! Era um caminh&#xE3;o gigante, cabia uns quinhentos homens n&#xE9;? Da&#xED; falava assim: &#x2018;Papa-fila est&#xE1; chegando!&#x2019; N&#xF3;s s&#xF3; danava pro banheiro tomar banho,&#xA0; pro meu pai chegar n&#xF3;s j&#xE1; estar tomando banho. At&#xE9; sair todos os homens, eram quinhentos homens&#x201D;. Dona Nat&#xE9;rcia tamb&#xE9;m conta a sua parte dessa Hist&#xF3;ria: &#x201C;Ent&#xE3;o, na verdade assim, o que eu sei aqui &#xE9; que a Vila C surgiu pela necessidade da Itaipu oferecer moradia para os barrageiros. Foi assim com meu pai, ele veio para c&#xE1; trabalhar, ficou um tempo aqui, depois quando dispuseram da casa, ele p&#xF4;de nos trazer e a gente veio. Esse bairro foi criado pela Itaipu para os barrageiros poderem viver com suas fam&#xED;lias aqui. Foi importante porque p&#xF4;de haver essa uni&#xE3;o das fam&#xED;lias, os trabalhadores trazer suas fam&#xED;lias para estarem junto com eles.&nbsp; Bons tempos, ent&#xE3;o, aqueles, n&#xE3;o &#xE9;, dona Ant&#xF4;nia M. Zanella? Ontem e hoje! &#x201C;E nesse tempo ela era toda estruturada por Itaipu, era Itaipu que mantinha, tanto que a gente n&#xE3;o pagava &#xE1;gua, n&#xE3;o pagava luz, n&#xE3;o pagava nada, a gente simplesmente morava aqui e Itaipu comandava na &#xE9;poca, tinha seguran&#xE7;a, tudo que t&#xED;nhamos aqui era tudo em fun&#xE7;&#xE3;o de Itaipu. Ent&#xE3;o foi um tempo muito bom porque veio muita gente que buscava emprego e que encontrava emprego, a casa, s&#xF3; que essa vila tamb&#xE9;m era e a vila dos trabalhadores dos que trabalhavam mais pesado em Itaipu. Eram os trabalhadores mais humildes.</description><thumbnail_url>https://divulga.unila.edu.br/gazeta/wp-content/uploads/sites/36/2023/11/Captura-de-Tela-2023-11-03-as-17.16.55-1024x963.png</thumbnail_url></oembed>
