{"id":818,"date":"2026-01-14T23:33:21","date_gmt":"2026-01-15T02:33:21","guid":{"rendered":"https:\/\/divulga.unila.edu.br\/ecologiaesaude\/?page_id=818"},"modified":"2026-03-22T21:34:59","modified_gmt":"2026-03-23T00:34:59","slug":"e-se-os-mosquitos-sumissem-do-mundo","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/divulga.unila.edu.br\/ecologiaemrede\/e-se-os-mosquitos-sumissem-do-mundo\/","title":{"rendered":"E se os mosquitos sumissem do mundo?"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-page\" data-elementor-id=\"818\" class=\"elementor elementor-818\">\n\t\t\t\t<div class=\"has_eae_slider wpr-jarallax elementor-element elementor-element-05e014d wpr-jarallax-yes e-flex e-con-boxed wpr-particle-no wpr-parallax-no wpr-sticky-section-no wpr-equal-height-no e-con e-parent\" data-eae-slider=\"57265\" speed-data=\"1.4\" bg-image=\"https:\/\/divulga.unila.edu.br\/ecologiaesaude\/wp-content\/uploads\/sites\/66\/2026\/01\/highly-detailed-mosquito-scaled-e1768609570135.jpg\" bg-image-mobile=\"\" scroll-effect=\"scroll\" data-id=\"05e014d\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t<div class=\"has_eae_slider elementor-element elementor-element-442d0c2 e-con-full e-flex wpr-particle-no wpr-jarallax-no wpr-parallax-no wpr-sticky-section-no wpr-equal-height-no e-con e-child\" data-eae-slider=\"21887\" data-id=\"442d0c2\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-f3f83ad elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"f3f83ad\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">E se os mosquitos\nsumissem do mundo?<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<div class=\"has_eae_slider elementor-element elementor-element-dc8da44 e-flex e-con-boxed wpr-particle-no wpr-jarallax-no wpr-parallax-no wpr-sticky-section-no wpr-equal-height-no e-con e-parent\" data-eae-slider=\"58829\" data-id=\"dc8da44\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-ae1a034 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"ae1a034\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Por <i>Nathalia Br<\/i><em>unetto<\/em><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<div class=\"has_eae_slider elementor-element elementor-element-ae80441 e-flex e-con-boxed wpr-particle-no wpr-jarallax-no wpr-parallax-no wpr-sticky-section-no wpr-equal-height-no e-con e-parent\" data-eae-slider=\"35464\" data-id=\"ae80441\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-0b792e4 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"0b792e4\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p class=\"font_7 wixui-rich-text__text\"><span class=\"color_15 wixui-rich-text__text\">A intensa urbaniza\u00e7\u00e3o do mundo moderno oferece condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis \u00e0 prolifera\u00e7\u00e3o de diversas esp\u00e9cies de mosquitos, como o Aedes aegypti, seja pelo descarte de materiais n\u00e3o biodegrad\u00e1veis na natureza, pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas ou pela aus\u00eancia de saneamento adequado em determinados locais. Estes pequenos animais, capazes de transmitir v\u00e1rios tipos de agentes patog\u00eanicos, s\u00e3o respons\u00e1veis pela morte de cerca de 730 mil pessoas ao redor do mundo anualmente, segundo a OMS. Na realidade existem 150 mil esp\u00e9cies de Diptera (as moscas e mosquitos) compreendidas em 188 fam\u00edlias. Os Diptera que geralmente chamamos de mosquitos pertencem a sub-ordem Nematocera, com cerca de 36 fam\u00edlias. Apenas algumas delas incluem mosquitos hemat\u00f3fagos (os que sugam sangue) e mesmo dentre eles, poucos possuem a capacidade de transmitir doen\u00e7as ao ser humano. As esp\u00e9cies de maior import\u00e2ncia sanit\u00e1ria est\u00e3o compreendidas na fam\u00edlia Culicidae, que inclui g\u00eaneros como Culex (pernilongos ou muri\u00e7ocas), Anopheles (vetores da mal\u00e1ria) e Aedes (vetores da dengue, zika, chikungunya e febre amarela) e Ceratopogonidae, que inclui os mosquitos transmissores da Leishmaniose, pelo menos aqui na Am\u00e9rica do Sul.<\/span><\/p><p class=\"font_7 wixui-rich-text__text\"><span class=\"wixGuard wixui-rich-text__text\">\u200b<\/span><\/p><p class=\"font_7 wixui-rich-text__text\"><span class=\"color_15 wixui-rich-text__text\">Mas ent\u00e3o, o que ser\u00e1 que aconteceria se os mosquitos desaparecessem? Assim como todos os seres vivos, esses insetos fazem parte do equil\u00edbrio do ecossistema. Em ambientes aqu\u00e1ticos, diversos animais se alimentam de mosquitos em seus est\u00e1gios imaturos de vida &#8211; as larvas e pupas. Logo, sem os mosquitos, haveria menos alimento para os peixes e outros animais, desequilibrando a teia alimentar. As larvas, por sua vez, alimentam-se principalmente do micropl\u00e2ncton constitu\u00eddo de part\u00edculas de mat\u00e9ria org\u00e2nica presente nas \u00e1guas, atuando como filtradoras. Algumas podem ainda exercer o papel de predadoras, alimentando-se de organismos vivos, incluindo larvas de outras esp\u00e9cies. A sua aus\u00eancia poderia levar a \u00e1gua a se tornar mais suja, al\u00e9m de ocasionar um descontrole no tamanho da popula\u00e7\u00e3o das presas, impactando diretamente o ecossistema daquele habitat.<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<div class=\"has_eae_slider elementor-element elementor-element-d5f124d e-flex e-con-boxed wpr-particle-no wpr-jarallax-no wpr-parallax-no wpr-sticky-section-no wpr-equal-height-no e-con e-parent\" data-eae-slider=\"92359\" data-id=\"d5f124d\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-0c347b4 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"0c347b4\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"616\" height=\"336\" src=\"https:\/\/divulga.unila.edu.br\/ecologiaemrede\/wp-content\/uploads\/sites\/66\/2026\/01\/CADEIA-ALIMENTAR.avif\" class=\"attachment-large size-large wp-image-1348\" alt=\"\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<div class=\"has_eae_slider elementor-element elementor-element-66d60a9 e-flex e-con-boxed wpr-particle-no wpr-jarallax-no wpr-parallax-no wpr-sticky-section-no wpr-equal-height-no e-con e-parent\" data-eae-slider=\"15223\" data-id=\"66d60a9\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-7402ba4 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"7402ba4\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p class=\"font_7 wixui-rich-text__text\">Na tundra, um bioma muito frio e seco localizado no hemisf\u00e9rio norte, muitos animais necessitam dos mosquitos como uma importante fonte de alimento durante determinada \u00e9poca do ano, ent\u00e3o o seu desaparecimento causaria um forte impacto na cadeia alimentar do local.<\/p><p class=\"font_7 wixui-rich-text__text\"><span class=\"wixGuard wixui-rich-text__text\">\u200b<\/span><\/p><p class=\"font_7 wixui-rich-text__text\">Quando adultos, os mosquitos se alimentam de n\u00e9ctar e seiva das plantas, que fornecem energia para sua sobreviv\u00eancia. Apenas para que seja poss\u00edvel produzir ovos, as f\u00eameas &#8211; em algumas esp\u00e9cies &#8211; necessitam de prote\u00ednas, que s\u00e3o obtidas do sangue de outros animais, como os humanos. Ao pousar nas flores para obter o alimento, os mosquitos acabam carregando p\u00f3len em seu corpo, desempenhando um importante papel de polinizadores em diversas plantas. Entre as plantas polinizadas por eles, est\u00e1 o cacau &#8211; mat\u00e9ria prima do t\u00e3o adorado chocolate. Durante os per\u00edodos em que as flores do cacaueiro est\u00e3o mais receptivas \u00e0 poliniza\u00e7\u00e3o, suas gl\u00e2ndulas especializadas liberam \u00f3leos atrativos para os mosquitos dos g\u00eaneros Dasyhelea e Forcipomyia (fam\u00edlia Ceratopogonidae), seus principais polinizadores. Outras frutas comuns do cotidiano tamb\u00e9m t\u00eam suas flores visitadas por esses animais, inclusive pelo Aedes, o qual j\u00e1 foi observado pousando em cerejeiras e ameixeiras. Algumas plantas ornamentais s\u00e3o tamb\u00e9m exemplos de flores que dependem de mosquitos para sua fertiliza\u00e7\u00e3o, como as orqu\u00eddeas Epidendrum, que s\u00e3o polinizadas por mosquitos da subfam\u00edlia Limoniidae (fam\u00edlia Tipulidae). Assim, sem esses insetos, \u00e9 poss\u00edvel que houvesse uma redu\u00e7\u00e3o em algumas variedades de plantas do nosso dia a dia.<\/p><p class=\"font_7 wixui-rich-text__text\"><span class=\"wixGuard wixui-rich-text__text\">\u200b<\/span><\/p><p class=\"font_7 wixui-rich-text__text\">\u00c9 preciso ressaltar que os verdadeiros causadores das doen\u00e7as transmitidas pelos mosquitos s\u00e3o os microrganismos que eles carregam, ou seja, os mosquitos s\u00e3o apenas transportadores da doen\u00e7a, e n\u00e3o os respons\u00e1veis em si &#8211; al\u00e9m de que nem todos os mosquitos picam outros animais. Um mundo sem eles poderia parecer mais seguro para os seres humanos, mas devemos lembrar que cada organismo constitui uma pe\u00e7a de um sistema do qual tamb\u00e9m fazemos parte.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-ef1aa51 elementor-widget elementor-widget-spacer\" data-id=\"ef1aa51\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"spacer.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-spacer\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-spacer-inner\"><\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<div class=\"has_eae_slider elementor-element elementor-element-9b7a319 e-flex e-con-boxed wpr-particle-no wpr-jarallax-no wpr-parallax-no wpr-sticky-section-no wpr-equal-height-no e-con e-parent\" data-eae-slider=\"38102\" data-id=\"9b7a319\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-cf65975 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"cf65975\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-ab1895e elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"ab1895e\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p class=\"font_8 wixui-rich-text__text\"><span class=\"wixui-rich-text__text\">BRAKE I., KAMPMEIER G. 2007. Introduction to the order Diptera. The new Diptera site. Dispon\u00edvel em: &lt;<a class=\"wixui-rich-text__text\" href=\"http:\/\/diptera.myspecies.info\/diptera\/content\/introduction-order-diptera?citethispage=8486b\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/diptera.myspecies.info\/diptera\/content\/introduction-order-diptera?citethispage=8486b<\/a>&gt;. Acesso em: 26 de junho de 2021.<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p class=\"font_8 wixui-rich-text__text\"><span class=\"wixui-rich-text__text\">CONSOLI, R. A. G. B.; OLIVEIRA<a class=\"wixui-rich-text__text\" href=\"http:\/\/buscatextual.cnpq.br\/buscatextual\/visualizacv.do?id=E502\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">, R. L.<\/a>\u00a0<a class=\"wixui-rich-text__text\" href=\"http:\/\/buscatextual.cnpq.br\/buscatextual\/visualizacv.do?id=E502\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">de<\/a>. 1994. Principais mosquitos de import\u00e2ncia sanit\u00e1ria no Brasil. Editora FIOCRUZ. p.57\u2013154. Dispon\u00edvel em: &lt;<a class=\"wixui-rich-text__text\" href=\"https:\/\/doi.org\/10.7476\/9788575412909\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SciELO Books | Principais mosquitos de import\u00e2ncia<\/a>\u00a0<a class=\"wixui-rich-text__text\" href=\"https:\/\/doi.org\/10.7476\/9788575412909\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">sanit\u00e1ria no Brasil<\/a>&gt;<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p class=\"font_8 wixui-rich-text__text\"><span class=\"wixui-rich-text__text\">GABRIEL, D.; ARAUJO, J. B. M. 1991. Insetos associados \u00e0 poliniza\u00e7\u00e3o do cacaueiro Theobroma cacao L. no estado de S\u00e3o Paulo. Anais da Sociedade Entomol\u00f3gica do Brasil n.20, p. 221-225. Dispon\u00edvel em: &lt;<a class=\"wixui-rich-text__text\" href=\"http:\/\/www.sidalc.net\/repdoc\/A4720p\/A4720p.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/www.sidalc.net\/repdoc\/A4720p\/A4720p.pdf<\/a>&gt;<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p class=\"font_8 wixui-rich-text__text\"><span class=\"wixui-rich-text__text\">LORENZ, C.; VIRGINIO, F.; BREVIGLIERI, E.L.. 2018. O fant\u00e1stico mundo dos mosquitos. Editora Livronovo. n.1, p.41-105. \u00c1guas de S\u00e3o Pedro \u2013 SP.<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p class=\"font_8 wixui-rich-text__text\"><span class=\"wixui-rich-text__text\">MAIA, T. D. S. 2017. Pequenos picadores: mosquitos como \u201cmais-que-vetores\u201d no alto sert\u00e3o sergipano. Anais da ReACT-Reuni\u00e3o de Antropologia da Ci\u00eancia e Tecnologia 3.3. n.6 p.2-16. Dispon\u00edvel em: &lt;<a class=\"wixui-rich-text__text\" href=\"https:\/\/ocs.ige.unicamp.br\/ojs\/react\/article\/view\/2841\/2703\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Vista do<\/a>\u00a0<a class=\"wixui-rich-text__text\" href=\"https:\/\/ocs.ige.unicamp.br\/ojs\/react\/article\/view\/2841\/2703\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Pequenos picadores: mosquitos como \u201cmais-que-vetores\u201d<\/a>\u00a0<a class=\"wixui-rich-text__text\" href=\"https:\/\/ocs.ige.unicamp.br\/ojs\/react\/article\/view\/2841\/2703\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">no alto sert\u00e3o sergipano<\/a>&gt;<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p class=\"font_8 wixui-rich-text__text\"><span class=\"wixui-rich-text__text\">NAKAYAMA, K. 2017. Efeitos da ventila\u00e7\u00e3o na poliniza\u00e7\u00e3o do cacaueiro. Revista Agrotr\u00f3pica 30 n.3, p.195 &#8211; 204.Ilh\u00e9us &#8211; BA. Dispon\u00edvel em: &lt;<a class=\"wixui-rich-text__text\" href=\"https:\/\/www.gov.br\/agricultura\/pt-br\/assuntos\/ceplac\/publicacoes\/revista-agrotropica\/artigos\/2018-DOI-10.21757\/0103-3816-2018v30n3p195-204.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">AGROTROPICA 30(3) MIOLO.pmd<\/a>&gt;<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p class=\"font_8 wixui-rich-text__text\"><span class=\"wixui-rich-text__text\">PANSARIN, E. R.; PANSARIN, L. M. 2013. Poliniza\u00e7\u00e3o por mosquitos em Epidendrum (Orchidaceae: Laeliinae). Congresso Nacional de Bot\u00e2nica n.64. Belo Horizonte &#8211; MG. Dispon\u00edvel em: &lt;<a class=\"wixui-rich-text__text\" href=\"https:\/\/dtihost.sfo2.digitaloceanspaces.com\/sbotanicab\/64CNBot\/resumo-ins20240-id2995.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/dtihost.sfo2.digitaloceanspaces.com\/sbotanicab\/64CNBot\/resumo-ins20240<\/a><a class=\"wixui-rich-text__text\" href=\"https:\/\/dtihost.sfo2.digitaloceanspaces.com\/sbotanicab\/64CNBot\/resumo-ins20240-id2995.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">id2995.pdf<\/a>&gt;<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-9b798f1 elementor-widget elementor-widget-spacer\" data-id=\"9b798f1\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"spacer.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-spacer\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-spacer-inner\"><\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>E se os mosquitos sumissem do mundo? Por Nathalia Brunetto A intensa urbaniza\u00e7\u00e3o do mundo moderno oferece condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis \u00e0 prolifera\u00e7\u00e3o de diversas esp\u00e9cies de mosquitos, como o Aedes aegypti, seja pelo descarte de materiais n\u00e3o biodegrad\u00e1veis na natureza, pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas ou pela aus\u00eancia de saneamento adequado em determinados locais. Estes pequenos animais, capazes de transmitir v\u00e1rios tipos de agentes patog\u00eanicos, s\u00e3o respons\u00e1veis pela morte de cerca de 730 mil pessoas ao redor do mundo anualmente, segundo a OMS. Na realidade existem 150 mil esp\u00e9cies de Diptera (as moscas e mosquitos) compreendidas em 188 fam\u00edlias. Os Diptera que geralmente chamamos de mosquitos pertencem a sub-ordem Nematocera, com cerca de 36 fam\u00edlias. Apenas algumas delas incluem mosquitos hemat\u00f3fagos (os que sugam sangue) e mesmo dentre eles, poucos possuem a capacidade de transmitir doen\u00e7as ao ser humano. As esp\u00e9cies de maior import\u00e2ncia sanit\u00e1ria est\u00e3o compreendidas na fam\u00edlia Culicidae, que inclui g\u00eaneros como Culex (pernilongos ou muri\u00e7ocas), Anopheles (vetores da mal\u00e1ria) e Aedes (vetores da dengue, zika, chikungunya e febre amarela) e Ceratopogonidae, que inclui os mosquitos transmissores da Leishmaniose, pelo menos aqui na Am\u00e9rica do Sul. \u200b Mas ent\u00e3o, o que ser\u00e1 que aconteceria se os mosquitos desaparecessem? Assim como todos os seres vivos, esses insetos fazem parte do equil\u00edbrio do ecossistema. Em ambientes aqu\u00e1ticos, diversos animais se alimentam de mosquitos em seus est\u00e1gios imaturos de vida &#8211; as larvas e pupas. Logo, sem os mosquitos, haveria menos alimento para os peixes e outros animais, desequilibrando a teia alimentar. As larvas, por sua vez, alimentam-se principalmente do micropl\u00e2ncton constitu\u00eddo de part\u00edculas de mat\u00e9ria org\u00e2nica presente nas \u00e1guas, atuando como filtradoras. Algumas podem ainda exercer o papel de predadoras, alimentando-se de organismos vivos, incluindo larvas de outras esp\u00e9cies. A sua aus\u00eancia poderia levar a \u00e1gua a se tornar mais suja, al\u00e9m de ocasionar um descontrole no tamanho da popula\u00e7\u00e3o das presas, impactando diretamente o ecossistema daquele habitat. Na tundra, um bioma muito frio e seco localizado no hemisf\u00e9rio norte, muitos animais necessitam dos mosquitos como uma importante fonte de alimento durante determinada \u00e9poca do ano, ent\u00e3o o seu desaparecimento causaria um forte impacto na cadeia alimentar do local. \u200b Quando adultos, os mosquitos se alimentam de n\u00e9ctar e seiva das plantas, que fornecem energia para sua sobreviv\u00eancia. Apenas para que seja poss\u00edvel produzir ovos, as f\u00eameas &#8211; em algumas esp\u00e9cies &#8211; necessitam de prote\u00ednas, que s\u00e3o obtidas do sangue de outros animais, como os humanos. Ao pousar nas flores para obter o alimento, os mosquitos acabam carregando p\u00f3len em seu corpo, desempenhando um importante papel de polinizadores em diversas plantas. Entre as plantas polinizadas por eles, est\u00e1 o cacau &#8211; mat\u00e9ria prima do t\u00e3o adorado chocolate. Durante os per\u00edodos em que as flores do cacaueiro est\u00e3o mais receptivas \u00e0 poliniza\u00e7\u00e3o, suas gl\u00e2ndulas especializadas liberam \u00f3leos atrativos para os mosquitos dos g\u00eaneros Dasyhelea e Forcipomyia (fam\u00edlia Ceratopogonidae), seus principais polinizadores. Outras frutas comuns do cotidiano tamb\u00e9m t\u00eam suas flores visitadas por esses animais, inclusive pelo Aedes, o qual j\u00e1 foi observado pousando em cerejeiras e ameixeiras. 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As esp\u00e9cies de maior import\u00e2ncia sanit\u00e1ria est\u00e3o compreendidas na fam\u00edlia Culicidae, que inclui g\u00eaneros como Culex (pernilongos ou muri\u00e7ocas), Anopheles (vetores da mal\u00e1ria) e Aedes (vetores da dengue, zika, chikungunya e febre amarela) e Ceratopogonidae, que inclui os mosquitos transmissores da Leishmaniose, pelo menos aqui na Am\u00e9rica do Sul. \u200b Mas ent\u00e3o, o que ser\u00e1 que aconteceria se os mosquitos desaparecessem? Assim como todos os seres vivos, esses insetos fazem parte do equil\u00edbrio do ecossistema. Em ambientes aqu\u00e1ticos, diversos animais se alimentam de mosquitos em seus est\u00e1gios imaturos de vida &#8211; as larvas e pupas. Logo, sem os mosquitos, haveria menos alimento para os peixes e outros animais, desequilibrando a teia alimentar. 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Apenas para que seja poss\u00edvel produzir ovos, as f\u00eameas &#8211; em algumas esp\u00e9cies &#8211; necessitam de prote\u00ednas, que s\u00e3o obtidas do sangue de outros animais, como os humanos. Ao pousar nas flores para obter o alimento, os mosquitos acabam carregando p\u00f3len em seu corpo, desempenhando um importante papel de polinizadores em diversas plantas. Entre as plantas polinizadas por eles, est\u00e1 o cacau &#8211; mat\u00e9ria prima do t\u00e3o adorado chocolate. Durante os per\u00edodos em que as flores do cacaueiro est\u00e3o mais receptivas \u00e0 poliniza\u00e7\u00e3o, suas gl\u00e2ndulas especializadas liberam \u00f3leos atrativos para os mosquitos dos g\u00eaneros Dasyhelea e Forcipomyia (fam\u00edlia Ceratopogonidae), seus principais polinizadores. Outras frutas comuns do cotidiano tamb\u00e9m t\u00eam suas flores visitadas por esses animais, inclusive pelo Aedes, o qual j\u00e1 foi observado pousando em cerejeiras e ameixeiras. Algumas plantas ornamentais s\u00e3o tamb\u00e9m exemplos de flores que dependem de mosquitos para sua fertiliza\u00e7\u00e3o, como as orqu\u00eddeas Epidendrum, que s\u00e3o polinizadas por mosquitos da subfam\u00edlia Limoniidae (fam\u00edlia Tipulidae). Assim, sem esses insetos, \u00e9 poss\u00edvel que houvesse uma redu\u00e7\u00e3o em algumas variedades de plantas do nosso dia a dia. \u200b \u00c9 preciso ressaltar que os verdadeiros causadores das doen\u00e7as transmitidas pelos mosquitos s\u00e3o os microrganismos que eles carregam, ou seja, os mosquitos s\u00e3o apenas transportadores da doen\u00e7a, e n\u00e3o os respons\u00e1veis em si &#8211; al\u00e9m de que nem todos os mosquitos picam outros animais. Um mundo sem eles poderia parecer mais seguro para os seres humanos, mas devemos lembrar que cada organismo constitui uma pe\u00e7a de um sistema do qual tamb\u00e9m fazemos parte. Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas BRAKE I., KAMPMEIER G. 2007. 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