{"version":"1.0","provider_name":"Ecologia em Rede","provider_url":"https:\/\/divulga.unila.edu.br\/ecologiaemrede","author_name":"jv.santana.2019","author_url":"https:\/\/divulga.unila.edu.br\/ecologiaemrede\/author\/jvsantana2019\/","title":"Boletim Epidemiol\u00f3gico - Ecologia em Rede","type":"rich","width":600,"height":338,"html":"<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"2ErB8oBgrR\"><a href=\"https:\/\/divulga.unila.edu.br\/ecologiaemrede\/boletim-epidemiologico\/\">Boletim Epidemiol\u00f3gico<\/a><\/blockquote><iframe sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" src=\"https:\/\/divulga.unila.edu.br\/ecologiaemrede\/boletim-epidemiologico\/embed\/#?secret=2ErB8oBgrR\" width=\"600\" height=\"338\" title=\"&#8220;Boletim Epidemiol\u00f3gico&#8221; &#8212; Ecologia em Rede\" data-secret=\"2ErB8oBgrR\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\" class=\"wp-embedded-content\"><\/iframe><script>\n\/*! This file is auto-generated *\/\n!function(d,l){\"use strict\";l.querySelector&&d.addEventListener&&\"undefined\"!=typeof URL&&(d.wp=d.wp||{},d.wp.receiveEmbedMessage||(d.wp.receiveEmbedMessage=function(e){var t=e.data;if((t||t.secret||t.message||t.value)&&!\/[^a-zA-Z0-9]\/.test(t.secret)){for(var s,r,n,a=l.querySelectorAll('iframe[data-secret=\"'+t.secret+'\"]'),o=l.querySelectorAll('blockquote[data-secret=\"'+t.secret+'\"]'),c=new RegExp(\"^https?:$\",\"i\"),i=0;i<o.length;i++)o[i].style.display=\"none\";for(i=0;i<a.length;i++)s=a[i],e.source===s.contentWindow&&(s.removeAttribute(\"style\"),\"height\"===t.message?(1e3<(r=parseInt(t.value,10))?r=1e3:~~r<200&&(r=200),s.height=r):\"link\"===t.message&&(r=new URL(s.getAttribute(\"src\")),n=new URL(t.value),c.test(n.protocol))&&n.host===r.host&&l.activeElement===s&&(d.top.location.href=t.value))}},d.addEventListener(\"message\",d.wp.receiveEmbedMessage,!1),l.addEventListener(\"DOMContentLoaded\",function(){for(var e,t,s=l.querySelectorAll(\"iframe.wp-embedded-content\"),r=0;r<s.length;r++)(t=(e=s[r]).getAttribute(\"data-secret\"))||(t=Math.random().toString(36).substring(2,12),e.src+=\"#?secret=\"+t,e.setAttribute(\"data-secret\",t)),e.contentWindow.postMessage({message:\"ready\",secret:t},\"*\")},!1)))}(window,document);\n\/\/# sourceURL=https:\/\/divulga.unila.edu.br\/ecologiaemrede\/wp-includes\/js\/wp-embed.min.js\n<\/script>\n","description":"Boletim Epidemiol\u00f3gico 2023 &#8211; 2024 Confira nosso texto elaborado a partir dos boletins epidemiol\u00f3gicos de 2023 e 2024, sobre o monitoramento dos casos de doen\u00e7as transmitidas pelo\u00a0Aedes aegypti Por Diana Leticia Molinas e Jaciely Vieira Santana Boletins epidemiol\u00f3gicos s\u00e3o documentos publicados pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Eles informam a popula\u00e7\u00e3o, semanal ou mensalmente, sobre a incid\u00eancia de doen\u00e7as, incluindo as arboviroses, como dengue, chikungunya e zika. Assim, prop\u00f5em medidas de preven\u00e7\u00e3o e combate mais eficazes contra essas doen\u00e7as. \u00a0 O Brasil vem enfrentando epidemias de dengue h\u00e1 tr\u00eas anos consecutivos (2022, 2023 e 2024). Nos \u00faltimos dois anos, a situa\u00e7\u00e3o se agravou ainda mais com a ocorr\u00eancia de anomalias clim\u00e1ticas associadas ao fen\u00f4meno El Ni\u00f1o, que provocaram aumento das temperaturas e mudan\u00e7as no regime de chuvas. Essas condi\u00e7\u00f5es favorecem a prolifera\u00e7\u00e3o do mosquito\u00a0Aedes aegypti, vetor da dengue, chikungunya e zika. Como consequ\u00eancia, v\u00e1rios pa\u00edses das Am\u00e9ricas registraram aumentos expressivos no n\u00famero de casos suspeitos dessas arboviroses, sendo o Brasil um dos mais afetados. VOCABUL\u00c1RIO\u200b\u200b \u200b\u2022 Boletim epidemiol\u00f3gico: Estudo da distribui\u00e7\u00e3o, frequ\u00eancia e fatores determinantes das doen\u00e7as existentes em popula\u00e7\u00f5es humanas definidas. \u2022 V\u00edrus: \u00c9 um agente infeccioso microsc\u00f3pico que usa c\u00e9lulas para se multiplicar. \u2022 Arboviroses: Doen\u00e7a causada por um v\u00edrus transmitido por artr\u00f3podes (insetos e aracn\u00eddeos). \u2022 Dengue: \u00c9 uma doen\u00e7a viral, transmitida por picadas do mosquito f\u00eamea do\u00a0Aedes Aegypti,\u00a0caracterizada por dores no corpo, febre, com manchas no corpo, entre outras. Neste texto, apresentamos uma an\u00e1lise comparativa da incid\u00eancia de casos de dengue, chikungunya e zika, referentes ao dados epidemiol\u00f3gicos registrados\u00a0 entre janeiro e agosto de 2023 (com dados da semana epidemiol\u00f3gica 1 at\u00e9 a 35, conforme o Boletim Epidemiol\u00f3gico \u2013 Volume 54, n\u00ba 44, do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, publicado em 22 de novembro de 2023) e entre janeiro e junho de 2024 (com dados da semana epidemiol\u00f3gica 1 at\u00e9 a 26, conforme o Boletim Epidemiol\u00f3gico \u2013 Volume 55, n\u00ba 11, do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, publicado em 4 de julho de 2024). Embora o n\u00famero de semanas analisadas n\u00e3o seja o mesmo entre os anos, a compara\u00e7\u00e3o entre os per\u00edodos permanece v\u00e1lida, pois os dados s\u00e3o apresentados de forma acumulada ao longo dos meses, conforme a atualiza\u00e7\u00e3o dos boletins oficiais.\u200b\u00a0A semana epidemiol\u00f3gica (SE) 26 de 2024 representa um per\u00edodo substancial e representativo, o que permite identificar com clareza as tend\u00eancias de crescimento, distribui\u00e7\u00e3o nas regi\u00f5es e gravidade das arboviroses. Assim, a compara\u00e7\u00e3o entre os anos \u00e9 realizada com base nas SE, inclu\u00eddas em cada boletim analisado. \u00a0 Com base nos boletins, apresenta-se, a seguir, a incid\u00eancia de cada arbovirose no pa\u00eds nos \u00faltimos dois anos. Al\u00e9m disso, inclui a compara\u00e7\u00e3o dos n\u00fameros de casos por regi\u00e3o, destacando as \u00e1reas mais afetadas pelas arboviroses no Brasil. Dengue No primeiro semestre de 2023 (SE 1 a 35), foram notificados 1.530.940 casos prov\u00e1veis de dengue no Brasil, o que corresponde a um coeficiente de incid\u00eancia de 753,9 casos por 100 mil habitantes. Em compara\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano de 2022, houve um aumento de 16,5% no n\u00famero de casos. Logo no in\u00edcio do ano 2023,\u00a0 o n\u00famero de casos ultrapassou o esperado para o per\u00edodo, caracterizando um cen\u00e1rio de epidemia. A partir da metade do ano, os registros voltaram aos n\u00edveis esperados para o per\u00edodo (Figura 1).\u00a0 Na Figura 1, podemos observar o n\u00famero de casos de dengue por regi\u00e3o geogr\u00e1fica entre os meses de janeiro e agosto de 2023 (SE 1 a 35). Pode-se observar que a regi\u00e3o mais afetada, foi a\u00a0 regi\u00e3o Sul (linha azul), com taxas superiores a mais de 1.200 casos por 100 mil habitantes e com pico de casos entre os meses de mar\u00e7o e abril (SE 13 a 17). Assim, os casos da regi\u00e3o Sul foram bem mais elevados que a m\u00e9dia nacional (linha vermelha). A regi\u00e3o Centro-Oeste (linha laranja) tamb\u00e9m apresenta valores elevados a partir da \u00faltima semana de fevereiro (SE 9). As demais regi\u00f5es, como Sudeste (linha cinza), Norte (linha verde), e Nordeste (linha amarela), mant\u00eam coeficientes menores e com menor varia\u00e7\u00e3o. VOCABUL\u00c1RIO\u200b\u200b \u200b\u2022 DENV: tipo de dengue por n\u00edvel de gravidade dos sintomas, sendo 1 o mais leve e 4 o mais forte. \u2022 Sorotipo: classifica\u00e7\u00e3o que a dengue recebe, neste caso, por n\u00edvel de gravidade dos sintomas que as pessoas sofrem com a doen\u00e7a. \u00a0 Figura 1. Curva epid\u00eamica do coeficiente de incid\u00eancia (casos por 100 mil habitantes) de dengue por regi\u00e3o geogr\u00e1fica, segundo a semana epidemiol\u00f3gica de in\u00edcio dos sintomas, em 2023. Na horizontal (eixo x), temos as semanas epidemiol\u00f3gicas de 1 a 35 de 2023 (que correspondem ao per\u00edodo de janeiro a agosto), sendo relacionados ao coeficiente de incid\u00eancia na vertical (eixo y). Fonte: Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Boletim Epidemiol\u00f3gico (Vol. 54, n\u00ba 44, de 22\/11\/2023) Em 2024, a situa\u00e7\u00e3o se agravou ainda mais. Entre os meses de janeiro e junho (SE 1 a 26), foram registrados 6.215.201 casos prov\u00e1veis de Dengue, o que corresponde a um coeficiente de incid\u00eancia de 3.060,7 casos por 100 mil habitantes, um aumento de quatro vezes no n\u00famero de casos em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2023. Esses dados evidenciam uma situa\u00e7\u00e3o epidemiol\u00f3gica ainda mais preocupante, e de r\u00e1pida expans\u00e3o no pa\u00eds. Os impactos dessa epidemia ainda est\u00e3o sendo analisados no primeiro semestre de 2025.\u00a0 \u00a0 Assim como em 2023, em 2024 as regi\u00f5es Sudeste, Sul e Centro-Oeste apresentaram as taxas mais altas de ocorr\u00eancia de dengue no Brasil (Figura 2). Na Figura 2, observamos o n\u00famero de casos por regi\u00e3o geogr\u00e1fica entre os meses de janeiro e junho (SE 1 a 26), onde a\u00a0 Regi\u00e3o Sudeste (linha cinza) atingiu mais de 4.700 casos por 100 mil habitantes e a regi\u00e3o sul (linha amarela) 3.949,0 casos por 100 mil habitantes.\u00a0 Figura 2. Curva epid\u00eamica do coeficiente de incid\u00eancia (casos por 100 mil habitantes) de dengue por regi\u00e3o geogr\u00e1fica, segundo a semana epidemiol\u00f3gica de in\u00edcio dos sintomas, em 2024. No eixo x, temos as semanas epidemiol\u00f3gicas, de 1 a 26 de 2024 (que correspondem ao per\u00edodo de janeiro a junho), sendo relacionados ao coeficiente de incid\u00eancia no eixo y. A curva que representa o Brasil,"}