Introdução

Domesticação de Plantas
Microrganismos Endofíticos e Plantas
Objetivos

A domesticação de plantas é um marco fundamental na história da humanidade, representando uma jornada de coevolução entre nós e o mundo vegetal. Esse processo, que se estende por milênios, envolve a seleção intencional de características específicas em plantas selvagens, visando adaptá-las às necessidades e demandas humanas. Ao focar em características desejáveis para a agricultura, como maior produtividade e resistência a pragas, a domesticação reduziu a diversidade genética das plantas e, consequentemente, a diversidade de microrganismos que vivem em seu interior.

Os microrganismos endofíticos colonizam o interior das plantas sem causar danos e ajudam no crescimento, fornecendo nutrientes, água e proteção contra estresse e pragas.

Sabendo que a domesticação e o melhoramento de plantas reduzem a diversidade genética, observa-se uma diminuição em certas características quando comparadas aos parentes silvestres. Assim, levanta-se a hipótese de que sementes de variedades modernas apresentam menor diversidade de endofíticos residentes.

A pesquisa busca investigar como o processo de domesticação e melhoramento genético afetaram a diversidade e a composição do bacterioma residente das sementes de milho comercial.

Para isso, serão comparadas as diversidades bacterianas do milho: comercial, de variedades crioulas e seu parente silvestre (teosinto).

Metodologia

Coleta de Germoplasma
Desinfestação e Germinação
Extração de DNA

A coleta foi realizada em Anchieta, SC. Essa área concentra uma grande diversidade genética em uma pequena extensão, essencial para o estudo. Foram coletadas amostras de teosinto, 3 variedades crioulas e uma variedade transgênica. Toda a coleta foi registrada no SisGen.

As sementes passaram por um processo de desinfestação utilizando etanol a 75%, hipoclorito de sódio a 2,5% e água destilada para eliminar microrganismos externos.

Em seguida, foram germinadas em triplicata, em placas de Petri com ágar-água.

O crescimento ocorreu em uma incubadora BOD a 25 °C, com um ciclo de 12 horas de luz até o surgimento da primeira radícula.

As radículas germinadas foram maceradas com nitrogênio líquido (N₂) para facilitar a liberação dos microrganismos presentes. O DNA foi então extraído utilizando o kit DNeasy PowerSoil, uma técnica para isolar o material genético de microrganismos endofíticos.